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Guerra do Irã: porta-aviões 'de emergência' dos EUA chega ao Oriente Médio

USS George Washington, que chegou na quarta (19) à região, foi enviado na semana passada pelo governo Trump para substituir o USS Abraham Lincoln, que tem sofri

5 min de leitura
Guerra do Irã: porta-aviões 'de emergência' dos EUA chega ao Oriente Médio

O porta-aviões USS George Washington chegou ao Oriente Médio na quarta-feira para atuar na guerra contra o Irã, anunciou nesta quinta-feira (20) o Exército dos Estados Unidos.

O porta-aviões demorou pouco menos de uma semana para chegar ao Oriente Médio a partir de sua base no Japão, onde geralmente fica estacionado. Sua ida à região para integrar os esforços dos EUA na guerra contra o Irã, no entanto, foi considerada por especialistas como um movimento "de emergência" do governo Trump, porque "criou um buraco" na região do Pacífico, que ficou momentaneamente sem a presença de um poderio militar robusto.

O USS George Washington é acompanhado por um grupo de ataque composto por navios de guerra e outras embarcações de apoio. Ele substituirá o USS Abraham Lincoln, que tem sofrido com problemas técnicos e com problemas de saúde mental entre os tripulantes.

USS George Washington no Oriente Médio cria 'buraco' no Pacífico, diz analista.

O governo Trump utilizou sua "reserva de emergência" ao enviar o porta-aviões USS George Washington ao Oriente Médio em meio à guerra com o Irã, o que "criou um buraco" na região do Pacífico e impactou na capacidade de responder a ameaças globalmente, segundo um analista ouvido pelo jornal "The New York Times.

Segundo John Ismay, repórter do "New York Times" que cobre o Pentágono e se especializou em questões estratégicas, a função do USS George Washington é servir como um "reserva" para os restantes dos porta-aviões norte-americanos, porém, no restante do tempo tem o objetivo de servir como dissuasão na região do Pacífico.

Uma coisa que acho que ainda não discutimos é que o porta-aviões que a Marinha mantém permanentemente destacado no Japão, junto à 7ª Frota dos EUA, está lá basicamente para emergências (...) e esse navio está sendo enviado neste momento para substituir o Lincoln.

Isso cria o que se chama de custo de oportunidade. (...) O deslocamento do USS George Washington para o Oriente Médio significa que há uma lacuna no Pacífico que não é facilmente preenchida", afirmou Ismay ao podcast The Daily, do jornal norte-americano.

O USS George Washington e seus navios de apoio ficam estacionados na costa do Japão, em uma base militar na cidade de Yokosuka, e é uma presença dos EUA no Mar da China Oriental para prevenir escaladas na região do leste asiático, como entre China e Taiwan e entre as Coreias.

Com isso, segundo Ismay, o deslocamento do USS George Washington —a princípio sem reposição—, faz com os EUA perderem momentaneamente a presença que mantinham no Pacífico e ficarem expostos ao acaso.

Você basicamente ficará sem opções se houver uma escalada", acrescentou.

Isso porque é necessário levar em conta os tempos de deslocamento para os navios de guerra, completou Ismay. Levar o porta-aviões entre Japão para o Oriente Médio demora alguns dias, e o período para levar uma embarcação dos EUA para a Ásia leva cerca de um mês.

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O "buraco" estratégico deixado momentaneamente pelos EUA na região do Pacífico com o envio do USS George Washington não é o único efeito que o governo Trump está passando por conta da guerra contra o Irã.

Nas últimas semanas, começaram a surgir relatos de que o Exército dos EUA tem começado a sofrer com um estoque baixo de baterias de defesa aérea Patriot e "praticamente esgotaram" seus estoques de mísseis de precisão e longo alcance ATACMS e PrSM.

Tudo isso fez aumentar uma percepção de que o país pode ter ficado vulnerável no palco global.

O conflito está próximo de completar seis meses sem perspectiva de ser finalizado —pelo contrário, uma escalada parece mais provável neste momento por conta de um aumento de troca de ameaças entre Donald Trump e o regime do Irã.

Trump ameaçou declarar o Estreito de Ormuz como território dos EUA —algo inviável e proibido à luz do direito internacional— e bombardear o aliado Omã caso o país chegue a um acordo com o Irã sobre o controle da navegação comercial na via marítima.

Ameaças do presidente norte-americano de bombardear a infraestrutura vital iraniana, teoricamente, ainda estariam na mesa como uma possível alternativa para escalada.

Outra ameaça feita pelo governo Trump nos últimos dias é de criar um isolamento econômico ao Irã "como o mundo nunca viu antes.

Teerã, por sua vez, elevou o tom nesta semana ao impor um ultimato aos EUA e afirmar que passaria a tomar uma postura mais ofensiva na guerra caso as negociações com a Casa Branca para o fim do conflito fracassem.

Entre as exigências do Irã para não escalar o conflito, estão.

o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos;o encerramento das sanções ao petróleo iraniano;a liberação dos ativos congelados de Teerã;o fim das ameaças e operações militares em todas as frentes da guerra.

Trump disse na terça que não havia tratativas em andamento com o regime iraniano.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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