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Greta Thunberg se junta a estudantes em protestos na França

Advogados formam cordão humano para proteger adolescentes em escola

4 min de leitura
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A ativista sueca Greta Thunberg juntou-se nesta terça-feira (13) a estudantes do ensino médio que reivindicam melhores condições de aprendizagem na França, antes de novas manifestações em todo o país, em meio à preocupação de autoridades e participantes com novos episódios de violência.

A jovem de 23 anos, que ficou famosa na adolescência ao promover greves escolares para exigir ações contra as mudanças climáticas, esteve ao lado de alunos que protestavam em frente a uma escola no centro do movimento, em Saint-Denis, o maior subúrbio da capital.

Thunberg chegou à escola de ensino médio Paul Eluard enquanto advogados trajando suas togas formavam um cordão humano para proteger os adolescentes, após inúmeras denúncias de violência policial.

Os jovens não estão sendo incluídos no debate. Nosso futuro está sendo roubado de nós", disse Thunberg.

A mobilização, apoiada por sindicatos e pelo partido de oposição de extrema esquerda França Insubmissa, previa uma marcha ao meio-dia pelas ruas de Paris, além de passeatas em outras cidades.

Eles não estão nos ouvindo, então vamos até eles", escreveu no X o sindicato universitário L’Union étudiante.

Mais de 70 mil pessoas saíram às ruas na quinta-feira passada, no último grande ato de um movimento surgido no fim de setembro.

As autoridades francesas esperavam que os protestos começassem a perder força antes do recesso escolar de meio de semestre.

Devemos ter cerca de 200 escolas fechadas, menos do que na semana passada", disse o ministro da Educação, Edouard Geffray, à France Inter na manhã desta terça, acrescentando que algumas escolas próximas aos trajetos das manifestações estavam fechando para evitar danos.

Na região de Paris, adolescentes bloquearam as entradas de várias escolas antes do amanhecer.

Na cidade de Marselha, no sul do país, estudantes empurraram lentamente contêineres de lixo com rodas para a frente de sua escola.

Estudantes franceses afirmam estar determinados a pressionar o governo para que enfrente problemas como o excesso de professores ausentes, prédios deteriorados, grades de horários sobrecarregadas e outras situações.

Nos protestos realizados desde o mês passado, adolescentes empilharam contêineres de lixo e incendiaram barreiras de segurança diante de centenas dos 3. 700 liceus franceses, frequentados principalmente por estudantes de 15 a 18 anos.

As manifestações têm sido, em sua maioria, pacíficas, mas confrontos com a polícia ocorreram ocasionalmente.

O Ministério da Educação informou que oito integrantes do corpo docente ficaram feridos nesta segunda-feira (12), principalmente na região de Paris e nas cidades de Bordeaux e Lyon, em incidentes relacionados aos protestos.

Os estudantes não estão sendo ouvidos o suficiente nem suas propostas às autoridades e aos representantes eleitos", disse na segunda Leo, estudante de design gráfico de 19 anos, em Paris.

Ele acrescentou que os manifestantes —muitos deles menores de idade —estavam "abalados com um nível de repressão jamais visto em um movimento estudantil.

As autoridades informaram que fogos de artifício disparados por meio de um tubo feriram dois funcionários de uma escola em Reims, um funcionário de uma escola nos arredores de Paris e um policial em frente a uma escola em Marselha.

O presidente Emmanuel Macron, falando com jornalistas em uma feira de automóveis na segunda, pediu moderação aos manifestantes.

São questões que exigem tempo, consultas, diálogo e respeito", disse Macron, a poucos meses das eleições que definirão seu sucessor.

Mais de 6. 800 pessoas —em sua maioria menores de idade— foram detidas pela polícia ao longo dos protestos, segundo o Ministério da Justiça.

A polícia abriu investigações internas sobre 24 denúncias de violência contra manifestantes.

Após as manifestações nacionais da semana passada, o governo prometeu mobilizar cerca de 3. 000 professores substitutos nos próximos dias para ocupar as vagas de profissionais ausentes nas 114 escolas de ensino médio mais afetadas.

O ministro da Educação afirmou nesta terça que 35% deles já haviam sido designados.

Em números

  • Mais de 70 mil pessoas saíram às ruas na quinta-feira passada, n

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