## Mateus Simões argumenta que a aquisição pelo clube seria um movimento natural, embora não seja prioridade da gestão.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou, neste sábado (22), durante agenda de campanha no Mercado Central, em Belo Horizonte, que não descarta vender o estádio Mineirão ao Cruzeiro.
O Mineirão não é um bem que não possa ser vendido", declarou o governador, que argumentou a aquisição exclusiva pelo Cruzeiro como um movimento natural no cenário esportivo local.
Simões citou o fato de que os principais rivais já possuem as próprias estruturas.
O Atlético já tem o estádio dele, o meu América tem o próprio estádio, não haveria nenhum problema de o Mineirão ser comprado pelo Cruzeiro", ponderou o governador, que ressaltou que a privatização definitiva do Gigante da Pampulha não é uma meta ativa da atual gestão estadual.
Apesar da declaração do governador, uma negociação de venda direta com o Cruzeiro seria complexa. Isso porque a concessão de 27 anos com a Minas Arena está em vigência e se estende até 2037.
O eventual rompimento unilateral do contrato pelo estado de Minas está previsto na Lei nº 8. 987, que trata das Concessões Públicas. No entanto, a legislação exige o pagamento da indenização à vista, o que representa um alto custo para os cofres públicos.
Há outras formas de negócio que poderiam viabilizar uma maior participação do Cruzeiro na gestão do Mineirão. Uma delas seria um acordo de subconcessão entre a Minas Arena e o clube, com a Raposa atuando como um gestor máster do estádio.
Nesse modelo, a Minas Arena preservaria integralmente o contrato com o estado de Minas Gerais, enquanto o Cruzeiro teria maior autonomia sobre o uso e operação do Gigante da Pampulha.
Outro meio possível para a Raposa é se tornar formalmente parte do quadro societário da Minas Arena.
Para essa opção, o governo mineiro precisaria dar uma autorização formal para que o Cruzeiro componha o controle acionário da Minas Arena. Essa alternativa exigiria uma análise jurídica e regulatória aprofundada.
Fiz questão de amanhecer o dia mandando mensagem para o Pedrinho para dizer que fique tranquilo, porque não vamos prejudicar, de forma alguma, nenhum mando de campo do Cruzeiro no Mineirão", afirmou Simões.
Ele explicou que a punição ou restrição recai apenas sobre a arena pública e não sobre a instituição esportiva.
A regra não se aplica ao time, ao clube. A regra se aplica ao estádio", esclareceu, detalhando que haverá uma transição gradual para convencer outras entidades a se afastarem desses patrocínios por conta dos impactos sociais do jogo de azar.
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Fontes
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