A França amanheceu sob o impacto de um dos dias de maior violência em anos, após protestos contra a alta dos preços e a deterioração dos serviços públicos deixarem um manifestante morto, centenas de policiais feridos e quase 1.
Manifestações realizadas em todo o país no sábado (17) evoluíram para confrontos e episódios de vandalismo. Uma prefeitura foi incendiada, lojas foram saqueadas e prédios foram pichados, enquanto grupos violentos entraram em confronto com a polícia em cidades de diferentes regiões.
Um manifestante morreu após sofrer uma parada cardíaca durante os protestos em Paris, onde a polícia realizou um recorde de 855 prisões. Em todo o país, mais de 500 agentes ficaram feridos, segundo o ministro do Interior, Laurent Núñez.
Mais de 500 mil pessoas participaram de marchas em dezenas de cidades, em uma mobilização que marcou a convergência de um movimento estudantil iniciado há cerca de um mês com um descontentamento social mais amplo provocado pelo aumento do custo de vida e pela deterioração dos serviços públicos.
O presidente Emmanuel Macron fará um pronunciamento à nação às 20h deste domingo (15h no horário de Brasília), segundo seu gabinete.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atribuiu neste domingo (18) à imigração a onda de violência que atingiu a França e defendeu que o país endureça suas regras migratórias.
A França está em chamas! A imigração de pessoas de um mundo completamente diferente, pessoas com ódio no coração, destruiu aquele país que um dia foi grande", escreveu Trump em sua rede social, Truth Social.
Fechem suas fronteiras e retomem o controle, antes que seja tarde demais.
Enquanto centenas de milhares de pessoas protestaram pacificamente, grupos violentos atacaram prédios públicos, saquearam lojas de luxo e supermercados e investiram contra veículos e agentes policiais.
Uma grande operação de limpeza começou em cidades de Lille, no norte, a Marselha, no sul, e de Estrasburgo, no leste, a Bordeaux, no sudoeste, onde uma multidão mascarada invadiu a residência do prefeito local.
Em números
- Mais de 500 mil pessoas participaram de marchas em dezenas de cid
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