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EUA pretendem atacar em terra cartéis de droga na América Latina: 'Alvo como Estado Islâmico e Al-Qaeda'

'Em qualquer lugar que você traficar drogas, em que você ameaçar o povo americano e nossos parceiros, você é um alvo, assim como o Estado Islâmico ou a Al-Qaeda

5 min de leitura
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BBC News, Vá para o conteúdoNotícias.

Role, Da BBC News Brasil em São Paulo.

Os Estados Unidos planejam fazer ataques terrestres para desmantelar cartéis de drogas na América Latina, afirmou o secretário de Defesa do país, Pete Hegseth, na quarta-feira (12/08).

Em visita ao Panamá, Hegseth afirmou que o governo de Donald Trump está "trabalhando" com o Equador, com a Colômbia e com outros "parceiros" para levar a "luta contra as organizações de tráfico de drogas para a terra.

Como você viu com as ofensivas contra barcos de organizações de tráfico de drogas — será o mesmo efeito em terra", disse o secretário ao responder a pergunta de um jornalista, durante entrevista coletiva em um centro de treinamento militar.

A partir de setembro de 2025, os EUA iniciaram uma série de ataques contra barcos que alegaram pertencer ao tráfico de drogas, deixando mais de 150 mortos.

Em qualquer lugar que você traficar drogas, em que você ameaçar o povo americano e nossos parceiros, você é um alvo, assim como o Estado Islâmico ou a Al-Qaeda.

Passamos 25 anos aperfeiçoando a cadeia de operações para diagnosticar e atacar redes do outro lado do mundo. Que tal aproveitarmos essas competências, com os melhores profissionais americanos, e aplicá-las aqui.

Foi por isso que falei sério ao dizer que os cartéis estão sendo advertidos — desde a base do tráfico de cocaína até o fentanil e o controle territorial no México.

Perguntado se os EUA podem atacar remanescentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) na Colômbia em parceria com o governo local, Pete Hegseth respondeu que sim.

Organizações designadas como terroristas serão alvos legítimos do governo dos Estados Unidos — em conjunto com governos parceiros, incluindo a Colômbia.

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Na visita ao Panamá, Hegseth se encontrou com representantes dos 19 países que fazem parte da Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis (ACCC, na sigla em inglês) — incluindo a Colômbia, que aderiu recentemente ao grupo, após a posse de Abelardo de la Espriella, mais alinhado ideologicamente ao governo de Donald Trump que seu antecessor.

A ACCC, chamada também de Escudo das Américas, foi criada pelos EUA em março com o objetivo de combater o narcotráfico, a imigração irregular e "limitar a interferência estrangeira geopolítica", conforme diz um texto de divulgação do governo americano — nas entrelinhas, isso indica o objetivo de frear o poder chinês na região.

Desde sua fundação, o grupo atraiu líderes alinhados politicamente a Trump, como Nayib Bukele e Javier Milei, presidentes de El Salvador e Argentina.

Alguns países da região, como Brasil e México — ambos liderados por presidentes associados à esquerda —, não fazem parte do grupo.

Crédito, Donald Trump via Truth Social/via REUTERS.

No Panamá, Hegseth mais uma vez fez referência à Doutrina Monroe.

Datada de 1823, ela norteou a política externa dos EUA para a América Latina em vários governos — estabelecendo os chamados corolários, uma espécie de reinterpretação da doutrina por diferentes líderes.

O mais conhecido deles é o corolário de Theodore Roosevelt, presidente que determinou em 1904 que os EUA poderiam intervir nos assuntos internos de uma nação latino-americana se esta demonstrasse incapacidade de cumprir obrigações internacionais.

A gestão Trump vem exaltando a doutrina e reafirmando sua intenção de exercer o poder dos EUA na região e afastar a influência de outras potências.

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Em números

  • Ie de ataques contra barcos que alegaram pertencer ao tráfico de drogas, deixando mais de 150 mortos

Fontes

Informação baseada em material público de BBC Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • BBC Brasillink

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