A polícia e especialistas forenses locais mobilizaram equipes adicionais para tentar identificar os corpos de cerca de 80 migrantes encontrados após a entrada massiva da semana passada no exclave espanhol de Ceuta.
A maioria será enterrada no território espanhol nos próximos dias, informaram as autoridades. Dos que não tiveram a identidade confirmada as equipes coletaram impressões digitais e amostras de DNA e continuarão trabalhando para associar os corpos aos nomes e, posteriormente, aos familiares.
O fluxo de pessoas e as mortes decorrentes sobrecarregaram a equipe forense de cinco pessoas de Ceuta, que havia lidado com apenas 76 óbitos durante todo o ano passado. Oito profissionais extras foram deslocados do continente espanhol, e um necrotério maior foi instalado em um antigo hospital militar.
"Enfrentamos um número de vítimas que excedeu nossa capacidade operacional", disse o diretor da equipe, Manuel Aparcero, que foi chamado para atestar as mortes dos migrantes à medida que eram trazidos para a praia em 30 de julho.
Enquanto sua equipe continua o trabalho uma semana após o ocorrido, famílias publicam mensagens nas redes sociais e acompanham o noticiário em busca de informações sobre seus entes.
Jamal Bahloul, 26, contou que seu irmão Mohamed, 22, um trabalhador da construção civil, saiu de casa em Tânger e fez o último contato em 30 de julho. "Não tivemos mais notícias", disse Bahloul. "Não sabemos se ele está em Ceuta ou se morreu."
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.