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Entenda o adenocarcinoma pulmonar, tipo de câncer diagnosticado no papa Leão 14

Tipo mais comum de câncer de pulmão, tumor pode ser tratado com cirurgia quando identificado em fase inicial

3 min de leitura
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O adenocarcinoma pulmonar, tipo de câncer diagnosticado no papa Leão 14 nesta terça-feira (13), é o mais comum entre os tumores de pulmão e também o mais frequente entre pessoas que nunca fumaram.

  • Papa Leão 14 recebe diagnóstico de câncer de pulmão após cirurgia.
  • Parar de fumar após diagnóstico de câncer de pulmão pode reduzir pela metade risco de morte.
  • Estudo mostra por que metástase de câncer ocorre com frequência no pulmão.
  • Pacientes com câncer de pulmão vivem menos no SUS, mostra estudo.

Embora o tabagismo seja o principal fator de risco para a doença, poluição do ar, predisposição genética, fumo passivo e doenças pulmonares crônicas também podem levar ao diagnóstico.

O papa, que tem 71 anos, não tem histórico conhecido de tabagismo.

O pontífice passou por uma cirurgia para a retirada do lobo inferior do pulmão direito. Segundo o Vaticano, o exame realizado durante o procedimento confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma, já suspeitado nos exames pré-operatórios.

A cirurgia foi realizada por técnica videoassistida e não teve complicações.

Esse tipo de tumor se desenvolve nas células glandulares, responsáveis pela produção de substâncias como o muco, que ajuda a proteger e lubrificar as vias respiratórias.

As opções de tratamento incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo e imunoterapia. A escolha depende do tipo de tumor, do estágio da doença e das condições clínicas do paciente.

A abordagem pode envolver a combinação de diferentes terapias e deve ser definida por uma equipe multidisciplinar.

Segundo Tiago Kenji, oncologista do Hospital Santa Paula, da Rede Américas, a gravidade do adenocarcinoma pulmonar depende principalmente do estágio em que a doença é diagnosticada e da extensão do tumor.

Quando identificado em fase inicial e ainda localizado, como no caso do papa, o câncer pode ser tratado com intenção curativa, por cirurgia, que pode ser acompanhada por sessões de quimioterapia.

Em casos avançados, em que não há mais chances de cura, o tratamento paliativo pode combinar diferentes terapias para controlar a doença e prolongar a sobrevida.

No último domingo (11), o papa Leão 14 informou que a doença estava em fase inicial. "Recentemente, durante alguns exames, os médicos encontraram um nódulo circunscrito ao pulmão, identificado em uma fase muito inicial e bem localizado", afirmou.

Nos casos iniciais, a cirurgia pode ser suficiente para curar o câncer, sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia.

No caso do papa, fontes do Vaticano disseram que o tecido canceroso foi totalmente removido e que os médicos não falaram sobre a necessidade de quimioterapia. Novas informações devem ser divulgadas após a conclusão de exames realizados no material extraído na operação.

Segundo Iury Melo, cirurgião torácico do Hospital da Bahia e da clínica AMO, a análise do material retirado durante a cirurgia permite avaliar as características do tumor e verificar se houve disseminação para os linfonodos, estruturas que participam da drenagem da região.

Se o resultado for positivo, poderá ser necessário tratamento complementar.

Esse é o primeiro problema de saúde do papa Leão 14 divulgado publicamente. Ele foi eleito pelos cardeais em maio de 2025.

O câncer de pulmão é a principal causa de mortes por câncer no mundo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), foram estimados 2,5 milhões de novos casos e 1,8 milhão de mortes pela doença em 2022.

Em números

  • Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), foram estimados 2,5 milhões de novos casos e 1,8 milhão de mortes pela doença

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