O adenocarcinoma pulmonar, tipo de câncer diagnosticado no papa Leão 14 nesta terça-feira (13), é o mais comum entre os tumores de pulmão e também o mais frequente entre pessoas que nunca fumaram.
- Papa Leão 14 recebe diagnóstico de câncer de pulmão após cirurgia.
- Parar de fumar após diagnóstico de câncer de pulmão pode reduzir pela metade risco de morte.
- Estudo mostra por que metástase de câncer ocorre com frequência no pulmão.
- Pacientes com câncer de pulmão vivem menos no SUS, mostra estudo.
Embora o tabagismo seja o principal fator de risco para a doença, poluição do ar, predisposição genética, fumo passivo e doenças pulmonares crônicas também podem levar ao diagnóstico.
O papa, que tem 71 anos, não tem histórico conhecido de tabagismo.
O pontífice passou por uma cirurgia para a retirada do lobo inferior do pulmão direito. Segundo o Vaticano, o exame realizado durante o procedimento confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma, já suspeitado nos exames pré-operatórios.
A cirurgia foi realizada por técnica videoassistida e não teve complicações.
Esse tipo de tumor se desenvolve nas células glandulares, responsáveis pela produção de substâncias como o muco, que ajuda a proteger e lubrificar as vias respiratórias.
As opções de tratamento incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo e imunoterapia. A escolha depende do tipo de tumor, do estágio da doença e das condições clínicas do paciente.
A abordagem pode envolver a combinação de diferentes terapias e deve ser definida por uma equipe multidisciplinar.
Segundo Tiago Kenji, oncologista do Hospital Santa Paula, da Rede Américas, a gravidade do adenocarcinoma pulmonar depende principalmente do estágio em que a doença é diagnosticada e da extensão do tumor.
Quando identificado em fase inicial e ainda localizado, como no caso do papa, o câncer pode ser tratado com intenção curativa, por cirurgia, que pode ser acompanhada por sessões de quimioterapia.
Em casos avançados, em que não há mais chances de cura, o tratamento paliativo pode combinar diferentes terapias para controlar a doença e prolongar a sobrevida.
No último domingo (11), o papa Leão 14 informou que a doença estava em fase inicial. "Recentemente, durante alguns exames, os médicos encontraram um nódulo circunscrito ao pulmão, identificado em uma fase muito inicial e bem localizado", afirmou.
Nos casos iniciais, a cirurgia pode ser suficiente para curar o câncer, sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia.
No caso do papa, fontes do Vaticano disseram que o tecido canceroso foi totalmente removido e que os médicos não falaram sobre a necessidade de quimioterapia. Novas informações devem ser divulgadas após a conclusão de exames realizados no material extraído na operação.
Segundo Iury Melo, cirurgião torácico do Hospital da Bahia e da clínica AMO, a análise do material retirado durante a cirurgia permite avaliar as características do tumor e verificar se houve disseminação para os linfonodos, estruturas que participam da drenagem da região.
Se o resultado for positivo, poderá ser necessário tratamento complementar.
Esse é o primeiro problema de saúde do papa Leão 14 divulgado publicamente. Ele foi eleito pelos cardeais em maio de 2025.
O câncer de pulmão é a principal causa de mortes por câncer no mundo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), foram estimados 2,5 milhões de novos casos e 1,8 milhão de mortes pela doença em 2022.
Em números
- Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), foram estimados 2,5 milhões de novos casos e 1,8 milhão de mortes pela doença
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