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Em Ceuta, polícia espanhola transfere migrantes de praias para alojamento temporário no porto

Local tem capacidade para receber 1.700 pessoas e houve confusão por causa da disputa de vagas. Há uma semana, mais de 800 já haviam sido acolhidos.

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Em Ceuta, polícia espanhola transfere migrantes de praias para alojamento temporário no porto

A polícia da Espanha iniciou, nesta sexta-feira (18), a transferência de imigrantes instalados precariamente nas praias de Ceuta para barracas temporárias em um alojamento montado no porto do enclave espanhol no norte da África, informou a delegação do governo.

O novo centro de acolhimento temporário tem capacidade para 1. 700 imigrantes. Imagens exibidas pela emissora estatal espanhola TVE mostram que a polícia precisou atuar para conter aglomerações de pessoas que queriam garantir um lugar no local.

Os migrantes que passaram a noite na praia à espera de um lugar num abrigo temporário aplaudiram inicialmente o início da marcha, mas mais tarde surgiram confrontos devido à disputa pelas vagas limitadas disponíveis.

A polícia disparou balas de borracha para o ar e atingiu vários migrantes com cassetetes antes que a situação se acalmasse e a operação fosse retomada.

Há uma semana, mais de 800 pessoas já haviam sido levadas para outro alojamento improvisado, Los Rosales, próximo ao centro de acolhimento local, e também houve tumulto (veja abaixo).

O translado dos imigrantes para o novo alojamento no porto começou algumas horas após um tribunal rejeitar o pedido de um sindicato policial para interrompê-lo.

A autoridade portuária de Ceuta também se recusou a cumprir a decisão de transferência e o governo do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez - muito criticado pela direita e pela extrema direita por esta crise - decidiu tirar o controle da instalação da administração regional de Ceuta, que é governada pelo partido de oposição.

Os imigrantes que estão sendo acolhidos nas barracas temporárias montadas pelo governo espanhol fazem parte das mais de 70 mil pessoas que chegaram a Ceuta em uma imensa migração em massa no fim de julho.

Ainda se desconhece quantas pessoas ainda permanecem nas praias da cidade, mas as autoridades acreditam que o número é superior às vagas oferecidas na nova estrutura do porto, onde os migrantes terão acesso a "chuveiros, banheiros, alimentação e camas novas", segundo o governo.

Embora a maioria das pessoas que entrou em Ceuta no fim de julho tenha retornado quase imediatamente ao Marrocos, autoridades locais calculam que 13 mil imigrantes permanecem em Ceuta.

O governo central da Espanha, no entanto, cita um número menor, em torno de 5 mil pessoas. No domingo (13), um ministro afirmou que, no último mês, mais 5. 300 migrantes retornaram ao país vizinho ao enclave.

Ceuta, que é um território espanhol no norte africano, tem apenas 18,5 km² e cerca de 80 mil habitantes. A população local exige um retorno à normalidade e manifestações ocorrem quase diariamente.

O governo central busca agilizar a devolução dos migrantes, mas, segundo a legislação, deve identificar cada um para determinar se a pessoa tem direito a asilo ou pode ser devolvida, enquanto milhares de menores de idade devem receber proteção especial.

Em números

  • Há uma semana, mais de 800 pessoas já haviam sido levadas para outro alojamento impr
  • De julho tenha retornado quase imediatamente ao Marrocos, autoridades locais calculam que 13 mil imigrantes permanecem em Ceuta
  • O governo central da Espanha, no entanto, cita um número menor, em torno de 5 mil pessoas
  • Ceuta, que é um território espanhol no norte africano, tem apenas 18,5 km² e cerca de 80 mil habitantes

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