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Drones autônomos: perguntas e respostas sobre arma operada por inteligência artificial

Ucrânia disse ter confirmado as primeiras mortes de civis vítimas de um drone russo que escolheu seus alvos sem interferência humana. Sem citar diretamente o ca

4 min de leitura
Drones autônomos: perguntas e respostas sobre arma operada por inteligência artificial

A Ucrânia disse ter confirmado nesta semana o primeiro ataque de um drone russo controlado por inteligência artificial a resultar na morte de civis.

Segundo Kiev, o drone tomou a decisão de atacar seu alvo sem a interferência de um operador humano. A informação foi publicada na segunda-feira (24) pelo jornal americano "The New York Times.

Na terça (25), a ONU defendeu limites globais para armas autônomas, sem citar diretamente o caso denunciado pela Ucrânia.

Veja, a seguir, perguntas e respostas sobre o caso.

Como e quando ocorreu o ataque descrito pela Ucrânia.

Autoridades ucranianas disseram no início da semana que, no dia 6 de julho, um drone autônomo, controlado por inteligência artificial, atacou e explodiu um posto de combustível na cidade de Zaporizhzhia, no leste da Ucrânia, matando três civis.

Pela primeira vez, drone russo controlado por IA mata civis na guerra na Ucrânia.

Se Kiev estiver certa, este seria o primeiro ataque de uma arma autônoma a matar civis em um confronto no mundo.

Esse é um risco para o mundo inteiro. Em alguns anos, nós estaremos vivendo em um filme do 'Exterminador do Futuro'. Não é brincadeira. Máquinas estão tomando decisões de atacar", disse Serhiy Minaiev, comandante das defesas aéreas de Zaporizhzhia.

Por que a Ucrânia só divulgou essa informação agora.

Após o ataque, equipes militares forenses em Zaporizhzhia examinaram o local da explosão e os destroços do equipamento para chegar à conclusão de que o ataque foi realizado utilizando recursos de inteligência artificial.

Como o drone escolheu o alvo, segundo os militares ucranianos.

O drone estava equipado com um chip de inteligência artificial, fabricado pela americana Nvidia, que havia sido pré-programado por um operador humano para atacar um posto de combustível.

Ao se aproximar do alvo, no entanto, ele escolheu o local exato do impacto — provavelmente tanques de gás propano — de maneira autônoma.

A hipótese dos ucranianos é de que o drone havia sido "ensinado" a reconhecer os tanques, de modo a causar mais destruição.

Quais são as implicações éticas de drones e outras armas autônomas.

Críticos dizem que esse tipo de armamento, que é treinado para reconhecer sozinho alvos como pontes, soldados, veículos militares etc, são mais propensos a cometer erros e até mesmo crimes de guerra, por exemplo, não distinguindo corretamente civis (que são alvos ilegítimos) de combatentes.

Outros países usam tecnologias semelhantes.

Sim. De acordo com o "NYT", tanto Rússia quanto Ucrânia já utilizam inteligência artificial com frequência em seus drones de combate, mas com sistemas menos sofisticados, no qual um operador humano toma previamente a decisão sobre o alvo final do equipamento.

Segundo uma reportagem do jornal "The Guardian" de abril de 2024, Israel utiliza programas de inteligência artificial para determinar locais de bombardeio e identificar membros do grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza, por exemplo.

O que diz a fabricante do chip usado pela Rússia.

Procurada pelo "NYT", a Nvidia disse que o chip em questão, que custa algumas centenas de dólares, é vendido diretamente no varejo para "estudantes, desenvolvedores e start-ups para uma série ce aplicações benéficas.

O produto não é vendido diretamente na Rússia, mas pode ser encontrado por revendedores ou no mercado de segunda mão.

O ataque recebeu condenação internacional.

O uso de inteligência artificial para fazer com que armamentos tomem decisões autônomas foi condenado pela ONU e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na terça-feira (25).

As entidades não citaram diretamente o incidente denunciado pela Ucrânia.

Em um documento, elas fazem um apelo para que os países adotem proibições e limites ao uso de armas autônomas, sistemas que podem identificar e atacar alvos sem comando humano direto.

As entidades argumentam que a criação de regras é necessária para proteger a população civil antes que esse tipo de arma passe a ser utilizado de forma mais ampla.

Embora afirmem que esses sistemas já estão sendo desenvolvidos, ONU e Cruz Vermelha dizem não ter confirmado seu emprego em combate.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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