O governo de Donald Trump pretendia coroar sua declaração em defesa do domínio dos Estados Unidos sobre a América Latina com uma demonstração de força militar inédita, empregando bombardeiros pesados B-52 com apoio dos aliados Chile e Argentina, mas ela foi adiada na terça-feira (11).
A ação coincidiria com a publicação, pelo Departamento de Estado americano, de uma postagem na qual era exaltada a Doutrina Monroe, que desde o século 19 define a América Latina como zona de influência exclusiva de Washington.
Ela foi atualizada, segundo a releitura de Trump, na Estratégia de Segurança Nacional publicada no fim de 2025, servindo de arcabouço teórico para a renovada agressividade americana na região —como a captura do ditador Nicolás Maduro e a transformação da Venezuela em um Estado cliente dos EUA mostrou.
Segundo um diplomata com conhecimento do assunto nos EUA, o governo Trump quis demonstrar alinhamento com seus seguidores ideológicos na América do Sul, em oposição ao crescente mal-estar com o governo Lula (PT) no Brasil.
Essa é a percepção também de membros do governo brasileiro ouvidos pela reportagem. É a mais aberta sugestão de pressão militar dos EUA contra o Brasil na atual crise.
Questionada, a Embaixada dos EUA em Brasília ainda não comentou o caso.
Pelo plano inicial, três bombardeiros estratégicos com capacidade para ataques nucleares B-52H Stratofortress voariam de sua base em Minot, na Dakota do Norte, para o Chile e a Argentina.
Lá, seriam acompanhados por aviões de reabastecimento e caças dos dois países governados por aliados de Trump.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.