No âmbito da investigação sobre a sabotagem dos gasodutos Nord Stream foi agora detido mais um suspeito. A detenção ocorreu na cidade croata de Pula, ao abrigo de um Mandado de Detenção Europeu.
Segundo a Procuradoria-Geral Federal alemã, trata‑se do cidadão ucraniano Wolodymyr, também referido como Vladimir Z. Terá formação como mergulhador e alegadamente integrou o grupo que terá preparado e executado a explosão dos gasodutos.
Polónia: primeiro suspeito já detido em 2025 A detenção na Croácia não é a primeira tentativa das autoridades alemãs para localizar Z. Já em 2025 o ucraniano tinha sido detido na Polónia.
Nessa altura, porém, não chegou a ser entregue à Alemanha. A justiça polaca rejeitou o pedido de extradição apresentado por Berlim, o que levou à libertação do homem.
Agora foi novamente detido. Após a sua transferência para a Alemanha, deverá ser presente ao juiz de instrução do Tribunal Federal de Justiça. A Procuradoria-Geral Federal acusa‑o, entre outros crimes, de participação na provocação conjunta de uma explosão de material explosivo, de sabotagem contra a ordem constitucional e de destruição de infraestruturas.
O que aconteceu realmente no mar Báltico em 2022 Em 26 de setembro de 2022, vários engenhos explosivos detonaram nos gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, no mar Báltico.
As explosões danificaram gravemente as condutas. Grandes quantidades de gás escaparam e tornaram‑se visíveis à superfície do mar. As condutas tinham sido construídas para transportar gás natural russo para a Alemanha.
À data das explosões, o Nord Stream 1 já não estava a funcionar em regime normal. O Nord Stream 2 nunca chegou a entrar em operação. As explosões desencadearam extensas investigações internacionais.
Alemanha, Suécia e Dinamarca analisaram o incidente. Suécia e Dinamarca acabaram por encerrar os seus próprios inquéritos, mas as autoridades alemãs mantiveram as investigações em curso.
Pista aponta para grupo de mergulhadores ucranianosSegundo as investigações até agora realizadas pelas autoridades alemãs, um grupo de pessoas terá participado na preparação dos ataques, dispondo de capacidade para mergulhar a grande profundidade.
Os investigadores partem do princípio de que os explosivos foram colocados nos gasodutos no mar Báltico. Como possível ponto de partida da operação, foi analisado nos últimos anos um veleiro.
As investigações alemãs passaram a centrar‑se cada vez mais em cidadãos ucranianos. Com a detenção na Croácia, mais um alegado participante fica agora ao alcance da justiça alemã.
Já antes, o ucraniano Serhii K. tinha sido detido e entregue à Alemanha. Contra ele, a Procuradoria-Geral Federal apresentou acusação em junho de 2026. Entre as acusações que enfrenta estão a participação num ataque contra alvos civis configurado como crime de guerra, a provocação de uma explosão de material explosivo, a destruição de infraestruturas e a perturbação do funcionamento de serviços públicos.
Quem está por trás da sabotagem continua a ser a questão centralApesar dos avanços nas investigações, uma das questões mais importantes continua sem resposta: quem deu a ordem para a explosão dos gasodutos.
As detenções e as investigações da Procuradoria-Geral Federal fornecem pistas sobre possíveis autores e os seus alegados papéis. Não permitem, porém, esclarecer de forma definitiva quem esteve por detrás do ataque nem quem possa ter sido o mandante.
Também a responsabilidade política pelo ataque permanece por esclarecer. Os gasodutos eram um símbolo central das relações energéticas da Alemanha com a Rússia.
A sua destruição teve não só impacto económico, como também um peso geopolítico significativo. Investigações continuamCom a detenção na Croácia, o processo deverá ficar longe de concluído para a justiça alemã.
O decisivo será saber que provas existem contra o suspeito e que declarações poderá ele próprio prestar.
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Em 26 de setembro de 2022, vários engenhos explosivos detonaram nos gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, no mar Báltico. As explosões danificaram gravemente as condutas.
As condutas tinham sido construídas para transportar gás natural russo para a Alemanha. À data das explosões, o Nord Stream 1 já não estava a funcionar em regime normal.
Com a detenção na Croácia, mais um alegado participante fica agora ao alcance da justiça alemã. Já antes, o ucraniano Serhii K. tinha sido detido e entregue à Alemanha.
Os gasodutos eram um símbolo central das relações energéticas da Alemanha com a Rússia. A sua destruição teve não só impacto económico, como também um peso geopolítico significativo.
Fontes
Informação baseada em material público de Euronews PT, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.