O Comitê do Prêmio Nobel da Paz acompanha de perto a reconfiguração da ordem mundial, pautada atualmente pela turbulência e pela crescente incerteza, e as pessoas que promovem novas formas de cooperação alinhadas aos objetivos do prêmio, disse o secretário da premiação.
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- O Tribunal Penal Internacional (TPI).
- A Corte Internacional de Justiça (CIJ).
- Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados.
Kristian Berg Harpviken, secretário-geral do Comitê Nobel Norueguês, composto por cinco integrantes, prepara os dossiês e participa das deliberações, mas não vota.
O anúncio deste ano será feito na sexta-feira (9) e tem 287 concorrentes que, como de costume, não tiveram seus nomes divulgados.
Falando em termos gerais sobre o trabalho do comitê em uma entrevista na segunda-feira (5), Harpviken disse que o órgão acompanha atentamente as mudanças na ordem internacional.
Questionado sobre a possibilidade de o comitê, em algum momento, escolher um laureado preocupado com a forma que essa nova ordem mundial deveria assumir, Harpviken confirmou.
Ainda segundo as mudanças na ordem internacional, Harpviken afirmou que "algumas das tendências que estamos observando internacionalmente ameaçam muitos dos valores que o Prêmio Nobel da Paz defendeu ao longo de sua história.
Mesmo assim, fato de o mundo estar passando por um período de turbulência não significa que faltem candidatos ou que o Prêmio da Paz esteja perdendo sua relevância, disse Harpviken.
Também são possíveis candidatas as Emergency Response Rooms, uma rede sudanesa de grupos comunitários que fornece ajuda durante a guerra civil, ou a organização não governamental Save the Children, por ajudar crianças em meio ao conflito.
Entre os candidatos menos cotados está a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), como exemplo do que os países podem alcançar mesmo quando estão em conflito entre si.
Estados Unidos, Rússia e Europa trabalham juntos na ISS.
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