Trump promete impor "guerra econômica" contra o Irã.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, ameaçou retaliar países vizinhos que aderirem à ofensiva dos Estados Unidos contra o país do Golfo Pérsico.
A declaração, reportada pela agência Iran International, foi dada à mídia estatal neste sábado (22), e acontece três dias após Donald Trump anunciar uma "guerra econômica.
Na última quarta-feira (19), o presidente americano prometeu, em publicação na rede social Truth, que irá promover a "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país.
Segundo ele, a campanha pretende isolar o Irã em uma escala "sem precedentes.
Ainda na publicação, Trump afirmou que "qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais forneçam qualquer tipo de suporte ao Irã enfrentará tremendas consequências econômicas.
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Há dúvidas sobre a efetividade de uma guerra econômica contra o Irã. O país já é alvo de uma série de sanções, que dificultam o comércio com outras nações. Além disso, em janeiro, Trump já havia anunciado uma tarifa de 25% para qualquer país que fizesse negócios com o Irã.
Mesmo sob sanções, porém, o Irã mantém uma grande rede de parceiros comerciais, principalmente por ser um importante produtor de petróleo. Apenas em 2022, segundo o Banco Mundial, o Irã enviou produtos para 147 países.
A lista de grandes parceiros comerciais do Irã também inclui Alemanha, Coreia do Sul e Japão, países que são aliados dos Estados Unidos.
O Irã não figura entre os 20 principais parceiros comerciais do Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No entanto, é um dos principais destinos brasileiros no Oriente Médio.
Também a respeito das ameaças de Donald Trump, o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Ghalibaf, afirmou que as falas do republicano motivaram países a buscá-lo para a criação de "novos acordos de segurança e cooperação econômica.
No X (antigo Twitter), Ghalibaf avaliou que "os Estados Unidos colocaram a segurança de seus aliados em um risco tão grande, por meio de intimidação e total desrespeito aos seus interesses em prol de Israel, que eles viram toda a sua existência em risco.
Neste final de semana, o chefe da segurança também pediu mudanças na abordagem diplomática da República Islâmica após o que descreveu como repetidas violações de compromissos por parte dos EUA durante as negociações.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.