Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva debatem em 18 de outubro de 2026 em São Paulo, Brasil. Fotografia: Tuane Fernandes/NurPhoto/ShutterstockVer imagem em tela cheiaFlávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva debatem em 18 de outubro de 2026 em São Paulo, Brasil.
Foto: Tuane Fernandes/NurPhoto/ShutterstockBrasileiros votam no segundo turno da eleição presidencial colocando o esquerdista Lula contra o de extrema-direita BolsonaroPresidente em exercício perdeu no primeiro turno para senador e filho de ex-presidente condenado.
Prefira o Guardian no Google. Brasileiros vão às urnas no domingo em um segundo turno altamente imprevisível, no qual o presidente de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, tenta um retorno sem precedentes contra o senador de extrema-direita Flávio Bolsonaro, que venceu a primeira fase.
A vitória surpresa de Bolsonaro, apesar de não liderar a maioria das pesquisas, fez dele o favorito há três semanas, mas desde então a campanha de Lula ganhou terreno, e os dois entram na disputa praticamente empatados.
A diferença entre eles foi a mais estreita já registrada em um primeiro turno, com menos de 2% dos votos, e o presidente de 81 anos passou grande parte da campanha de segundo turno focado no comparecimento – a abstenção atingiu um recorde no primeiro turno e afeta desproporcionalmente seus eleitores – e em alimentar temores sobre o que um retorno ao poder por um membro da família Bolsonaro poderia significar.
O senador prometeu que, se eleito, perdoará seu pai e, com um congresso ainda mais conservador assumindo o cargo no próximo ano, prometeu “mudar a constituição e redemocratizar este país”, provocando calafrios entre aqueles que temem que ele possa seguir os passos autoritários de seu pai.
View image in fullscreenLula attending a closing campaign rally in São Paulo on Saturday. Photograph: Agustín Marcarian/Reuters“We’re facing two completely different projects for the country,” said voter Nuno Rau, 63, an architect and writer.
I may have criticisms of Lula, but there is no way to choose Bolsonaro,” he added.
Aparecida Moreira, advogada de 62 anos, votará em Bolsonaro principalmente por causa da política de segurança de “punho de ferro” que ele propõe, incluindo a construção de cinco “mega-prisons” inspiradas nas de Nayib Bukele, o autocrata populista de El Salvador.
Both Flávio Bolsonaro and Lula drew large crowds to their final campaign rallies on Saturday in Rio de Janeiro, São Paulo and Belo Horizonte.
View image in fullscreenFlávio Bolsonaro dancing at a rally in São Paulo on 18 October. Photograph: Alexandre Meneghini/ReutersWith each side of supporters virtually “crystallised”, the election will be decided by the small number of voters who identify with neither candidate.
Bolsonaro began the runoff campaign with a lead and the support of most other defeated candidates, but instead of growing, he stagnated in the polls while Lula gained support.
Muitos analistas viram isso como resultado de parte da população que de repente despertou para o “fear” de um Bolsonaro voltando ao poder, bem como controvérsias, incluindo o fato de que o senador está sob investigação em dois inquéritos da Polícia Federal por suposta corrupção e lavagem de dinheiro.
Lula, by contrast, radically changed his digital strategy and benefited from student-led protests across the country, most of which did not even involve the president.
View image in fullscreenLula attending a closing campaign rally on Saturday. Photograph: Agustín Marcarian/ReutersWhatever the result, the race is expected to be decided by a narrow margin in Latin America’s largest country, with an electorate of 159 million.
Muitos analistas acreditam que, se Lula reverter sua derrota na primeira volta, Bolsonaro poderia seguir o exemplo de seu pai há quatro anos e recusar‑se a conceder, e que Donald Trump, aliado de longa data do clã Bolsonaro, poderia recusar‑se a reconhecer o resultado.
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