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Brasil e Espanha promovem luta global contra fome em meio a guerras e desastres

Ministro brasileiro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, falou à ONU News sobre impactos dos conflitos e da crise climática sobre os mais pobres; ele afi

3 min de leitura
Brasil e Espanha promovem luta global contra fome em meio a guerras e desastres

Ministro brasileiro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, falou à ONU News sobre impactos dos conflitos e da crise climática sobre os mais pobres; ele afirmou que a garantia da segurança alimentar requer investimentos urgentes; Aliança Global criada em 2024 já conta com 218 membros.

As guerras e as mudanças climáticas representam obstáculos cada vez maiores para a erradicação da fome e da pobreza no mundo. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, 40 milhões de pessoas entraram no mapa da fome nos últimos anos por causa de conflitos.

Esses dados serão apresentados nesta quarta-feira, na reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, uma plataforma de cooperação que é copresidida pelo Brasil e pela Espanha.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, representa o Brasil no encontro, realizado às margens da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.

Dias lembrou que os esforços realizados nos últimos anos deram resultado, levando a uma redução de 750 milhões para 645 milhões de pessoas no mapa da fome. O caos gerado pelas guerras, no entanto, ameaça este progresso.

O ministro acrescentou que os eventos climáticos extremos também são um fator de grande preocupação, pois ameaçam a produção e distribuição de alimentos.

Ele adicionou que os que mais sofrem com os eventos climáticos extremos são ribeirinhos, pescadores e povos indígenas.

Dias fez um apelo para que os trilhões de dólares que são investidos em guerras passem a ser usados para reduzir a fome e a pobreza, e para lidar com as mudanças do clima.

Ele destacou a importância da Aliança Global Contra a Fome a Pobreza, criada em 2024, durante a presidência do Brasil no G20, o bloco das 20 maiores economias do mundo.

De dois anos para cá, a iniciativa cresceu de 148 para 218 membros, e conta com países de todos os continentes, organismos da ONU, instituições de pesquisa, setor privado e bancos multilaterais.

O ministro explicou que dentro do grupo existem países como o Brasil, que são capazes de executar seus próprios planos nacionais de combate à fome e à pobreza, mas também países em busca que de apoio, que já são cerca de 20.

Nesse sentido, ele destacou a preocupação com quedas acentuadas do financiamento internacional, citando por exemplo a decisão de países europeus de cortar 17% da verba para ajuda externa.

A iniciativa também funciona como uma “cesta” de políticas que já foram testadas e consideradas eficientes como a transferência de renda, que contribui para o desenvolvimento econômico dos mais pobres, e o reforço da merenda escola, que contribui para as metas de educação.

O ministro compartilhou que já sentiu na pele a insegurança alimentar e sabe como ela afeta o aprendizado.

Dias revelou que, durante a Assembleia Geral, o governo brasileiro vai discutir com o Banco Mundial e com o Banco Interamericano estratégias para replicar este modelo do Fundo Garantidor para beneficiar países pobres.

Em números

  • Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, 40 milhões de pessoas entraram no mapa da fome nos últimos a

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