O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, anunciou neste sábado (10) que as eleições presidenciais e legislativas acontecerão em 11 de setembro de 2027, adiando em quase um ano o pleito legislativo.
O adiamento das eleições ocorre em um momento em que o Fatah, partido governista da Autoridade Palestina, enfrenta divisões, sobretudo em razão do governo cada vez mais autoritário de Abbas, de acordo com o jornal The New York Times.
Tel Aviv, que controla a entrada de urnas e observadores eleitorais na Faixa de Gaza, também tem demonstrado pouca disposição para viabilizar o pleito. Essa falta de colaboração dificulta o trabalho da comissão eleitoral da Autoridade Palestina, segundo três diplomatas ocidentais.
Os representantes palestinos e os diplomatas ocidentais falaram ao New York Times sob condição de anonimato, pois não estão autorizados a comentar publicamente os temas sensíveis.
Uma suspensão das eleições não ajuda Abbas em seus esforços para convencer os países europeus e os Estados Unidos de que é capaz de promover mudanças no sistema político palestino.
A União Europeia é uma das principais apoiadoras da Autoridade Palestina, pressionando o governo a realizar reformas democráticas e eleições.
As eleições palestinas já foram adiadas outras vezes. Em 2009, Abbas postergou o pleito previsto para janeiro de 2010 e, em 2021, suspendeu as votações sob o argumento da falta de garantias para a participação dos palestinos de Jerusalém Oriental.
As últimas eleições legislativas ocorreram em 2006 e as presidenciais, em 2005.
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