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Mundo Revisado por ULTRA AI

Após Espanha, Itália vira protagonista de nova escalada da crise migratória na Europa

Seis países da UE manifestaram intenção de enviar requerentes de asilo de volta ao território italiano

3 min de leitura
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Ao ver a cena de milhares de imigrantes entrando no território espanhol de Ceuta, no fim de julho, o governo italiano colocou em prática uma severa medida contra a Espanha e suspendeu o tratado Schengen, de livre circulação no continente.

Nos últimos dias, foi a vez de a Itália entrar na mira de seus vizinhos no debate sobre o ingresso irregular de estrangeiros na União Europeia.

Ao menos seis países anunciaram a intenção de retomar o envio de imigrantes que estão à espera de proteção internacional em seus territórios para a Itália. Eles consideram que Roma é responsável pela gestão desses pedidos de asilo, por ter sido o primeiro país da UE em que esses solicitantes chegaram.

A Itália, por suas fronteiras marítimas, é uma das principais portas de ingresso do bloco, ao lado de Grécia e Espanha. No entanto, poucos meses após a posse, em 2022, o governo Giorgia Meloni interrompeu a maior parte das transferências de solicitantes de asilo por suposta falta de estruturas de acolhimento.

Não há indícios de uma ação coordenada, mas Alemanha, Suíça, Áustria, Finlândia, Suécia e Holanda voltaram a tocar nesse tema nos últimos dias, indicando que estão se preparando para mandar imigrantes de volta para a Itália.

São casos de estrangeiros que entraram de modo irregular nas fronteiras italianas, viajaram até outro país da UE e apresentaram ali um pedido de asilo. Pelas regras do bloco, conhecidas como sistema de Dublin, cabe à Itália analisar esses casos.

Isso então permite que o imigrante seja enviado de volta ao território italiano.

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O número total pessoas que poderiam ser transferidas à Itália é incerto, mas em 2025 o país foi o que mais recebeu esse tipo de pedido dentro da UE. Segundo o Eurostat, foram 24 mil solicitações às autoridades italianas, das quais apenas 85 transferências foram realmente efetuadas.

A retomada das transferências desses imigrantes tem a ver com o novo Pacto Europeu sobre Imigração e Asilo, que entrou em vigor em junho. Segundo Lena Riemer, professora de direito da Universidade da Europa Central (CEU) em Viena, especializada em asilo e direitos humanos, as novas regras deixaram mais evidente a responsabilidade de países de primeiro ingresso.

Pela regra antiga, se a Itália ignorasse um pedido de transferência, como vem fazendo desde 2022, o país requerente acabava ficando responsável por ele. Agora, se a Itália se omitir, ela passa a ser automaticamente responsável pelo pedido de asilo.

A mudança legal foi que não dizer nada significa, até certo ponto, um consentimento", diz.

Em números

  • Segundo o Eurostat, foram 24 mil solicitações às autoridades italianas, das quais

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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