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Apesar de sanções, Israel avança com expansão de assentamentos na Cisjordânia

Plano isola Jerusalém Oriental e fragmenta área reivindicada para futuro Estado palestino

3 min de leitura
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Israel acrescentou uma licitação para 2. 167 moradias ao seu plano de expansão do assentamento E1, afirmaram grupos israelenses de direitos humanos sobre um projeto que, segundo críticos, ameaça a criação de um futuro Estado palestino.

O projeto dividiria a Cisjordânia ocupada por Israel e a isolaria de Jerusalém Oriental, fragmentando o território que os palestinos esperam que venha a constituir o núcleo de um Estado.

Antes da confirmação, os governos de 12 países, incluindo Canadá, Reino Unido e França, anunciaram no início de setembro um pacote de sanções contra o governo de Israel em retaliação à expansão de assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada.

O governo britânico acusou ainda Tel Aviv de permitir uma situação que, segundo o chanceler Ed Miliband, configura "limpeza étnica.

A licitação para 2. 167 unidades soma-se a outra, para 1. 234 unidades, anunciada no fim de agosto, elevando o total de moradias para 3. 401, informou o grupo israelense de direitos humanos Ir Amim em comunicado divulgado na noite de quarta-feira (16).

A decisão foi condenada nesta quinta-feira (17) por um representante do presidente palestino, Mahmoud Abbas, que afirmou que as licitações do E1 violam o direito internacional.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, ultranacionalista extremista que integra a coalizão governista de direita, afirmou que o plano "enterraria" um Estado palestino.

A licitação deverá ser aberta para propostas em 25 de outubro, dois dias antes da data prevista para Israel realizar eleições parlamentares.

O Ir Amim afirmou que a data da licitação demonstrava a determinação do governo de levar adiante o projeto E1 e "criar uma realidade cada vez mais irreversível no terreno antes das eleições.

O gabinete do primeiro-ministro não respondeu de imediato a um pedido de comentário da agência Reuters.

Sob o governo de coalizão de direita de Israel, houve uma expansão maciça dos assentamentos na Cisjordânia.

Órgãos da ONU, os palestinos e a maioria dos países consideram os assentamentos ilegais à luz das convenções internacionais —posição contestada por Israel— e um grande obstáculo à paz.

Os assentamentos são comunidades residenciais construídas na Cisjordânia, território ocupado militarmente por Israel desde 1967 e reivindicado pelos palestinos como parte de seu futuro Estado.

O governo de Netanyahu, o mais direitista da história de Israel, liderou uma rápida expansão dos assentamentos na Cisjordânia e estabeleceu postos avançados de colonos na região.

Os assentamentos são ilegais perante o direito internacional —a Convenção de Genebra proíbe um país que ocupa um território de transferir sua população para a região ocupada.

Atualmente, a Cisjordânia abriga cerca de 3 milhões de palestinos e 500 mil colonos israelenses.

Em números

  • Atualmente, a Cisjordânia abriga cerca de 3 milhões de palestinos e 500 mil colonos israelenses

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