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Acesso desigual à IA compromete desenvolvimento do Sul Global, diz ONU

A maioria dos países do Hemisfério Sul está ausente dos principais fóruns de governação da inteligência artificial; desigualdade no acesso novas tecnologias con

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Acesso desigual à IA compromete desenvolvimento do Sul Global, diz ONU

A maioria dos países do Hemisfério Sul está ausente dos principais fóruns de governação da inteligência artificial; desigualdade no acesso novas tecnologias constitui um entrave ao desenvolvimento humano nos países em desenvolvimento.

Os benefícios da adoção de ferramentas de IA no trabalho, na educação e na saúde estão longe de ser distribuídos de forma equitativa, contribuindo para agravar as assimetrias de desenvolvimento entre hemisférios.

De acordo com a Unctad, apenas um pequeno grupo de economias e cerca de 100 empresas controlam a maior parte da investigação, das patentes e da capacidade computacional em IA.

Menos de um terço dos países em desenvolvimento dispõe de uma estratégia nacional para a IA. Entre os países menos desenvolvidos, esse valor é de apenas 12%, revela a agência.

Atualmente, cerca de 65% das pessoas nos países menos desenvolvidos permanecem sem acesso à internet, ficando, por isso, excluídas do acesso a ferramentas de IA e a outras tecnologias emergentes.

A Unctad nota que até 40% dos empregos em todo o mundo poderão ser afetados pela automatização impulsionada pela IA.

Este fenómeno ameaça enfraquecer a vantagem da mão de obra de baixo custo de que muitas economias em desenvolvimento dependem para crescer e reduzir a pobreza.

No plano da governação global, a agência nota que 118 países, maioritariamente do Hemisfério Sul, permanecem ausentes dos principais fóruns de governação da IA.

Esta ausência traduz-se em lacunas no desenvolvimento humano destes países, que afetam os meios de subsistência, os serviços públicos e a capacidade de responder às necessidades dos seus cidadãos.

A Unctad sublinha que a IA pode contribuir para o desenvolvimento humano em áreas essenciais, como a agricultura, os cuidados de saúde, a gestão de catástrofes e a administração pública, onde as ferramentas desta tecnologia têm sido progressivamente aplicadas.

A agência reitera ainda que a promoção de um acesso equitativo à IA, orientado por objetivos e valores partilhados, é fundamental para garantir a inclusão de todos os povos.

As prioridades da agência incluem compromisso da indústria, a aposta numa infraestrutura global partilhada, o incentivo à inovação aberta e acessível, bem como o reforço de capacidades através da Cooperação Sul-Sul.

Tecnologia permite antecipar novas crises, facilitar a prestação de assistência humanitária e apoiar a adoção de medidas preventivas; secas severas provocadas pelas alterações climáticas agravam a crise alimentar no país.

Cada vez mais países reportam alta dos casos de criminalidade ambiental; em Genebra, representantes nacionais e organizações discutiram reforço do acesso à justiça, uso responsável da inteligência artificial e promoção da participação pública nos fóruns ambientais internacionais.

Fontes

Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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