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Mato Grosso do Sul

Vídeo mostra dona de hotel para pets agredindo cão hospedado no local; caso vai ao MP

Imagens de Ravi passaram de 1 milhão de visualizações após serem divulgadas pelo tutor. Dona do estabelecimento diz que tentava salvar outro cachorro, que morre

4 min de leitura
Vídeo mostra dona de hotel para pets agredindo cão hospedado no local; caso vai ao MP

A dona de um hotel para pets em Bonito (MS) foi filmada atingindo várias vezes Ravi, um pastor-australiano de pouco mais de 1 ano que estava hospedado no estabelecimento.

O vídeo, divulgado pelo tutor, passou de 1 milhão de visualizações e o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Neste domingo (4), Vincent Lacerda voltou às redes sociais e contestou a versão apresentada pela proprietária sobre o que aconteceu.

A dona do hotel afirma que atingiu Ravi ao tentar separá-lo de outro cachorro, um yorkshire chamado Kowalski, que morreu durante o episódio. Após o caso vir a público, ela publicou um vídeo nas próprias redes sociais, disse que agiu no desespero para salvar o outro animal e negou a intenção de cometer maus-tratos.

Veja o posicionamento dela na íntegra no fim da reportagem.

Vincent afirma que Ravi nunca havia apresentado comportamento agressivo e questiona pontos do relato da proprietária, entre eles as circunstâncias da morte de Kowalski.

O tutor também diz que não foi comunicado pelo estabelecimento sobre o ocorrido.

Segundo a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada na Delegacia de Bonito na sexta-feira (3), após a Polícia Militar Ambiental receber denúncias e um vídeo em que uma mulher aparece agredindo um cachorro dentro de um estabelecimento para hospedagem de animais.

O caso foi registrado inicialmente como maus-tratos.

A mulher que aparece nas imagens foi identificada e levada à delegacia para prestar esclarecimentos. Ela relatou aos policiais que tentava separar uma briga entre Ravi e Kowalski e que o cachorro de menor porte morreu durante o episódio.

Após analisar as imagens e as circunstâncias do caso, o delegado responsável entendeu que a mulher agiu para separar os animais e evitar que o yorkshire continuasse sendo atacado.

Conforme a Polícia Civil, naquele momento, não foram identificados elementos que configurassem o crime de maus-tratos. Por isso, ela não foi presa.

O delegado registrou o entendimento em um despacho e encaminhou o caso ao Ministério Público, que poderá analisar os elementos apresentados e tomar as medidas que considerar cabíveis.

Tutor diz que soube do caso pelo vídeo.

Vincent contou que se mudou para Niterói (RJ) há menos de um mês e deixou Ravi no hotel enquanto organizava os documentos e a viagem para levar o cachorro. Segundo ele, o animal frequentava o estabelecimento desde os três meses de idade.

O tutor afirma que, durante todo esse período, nunca recebeu relatos de comportamento agressivo de Ravi. Segundo Vincent, o cachorro também é acompanhado por profissionais desde filhote e passou por adestramento.

Vincent disse que não recebeu qualquer aviso do hotel sobre o episódio. Ele soube do que havia acontecido à noite, quando pessoas que sabiam que Ravi estava hospedado no estabelecimento começaram a enviar o vídeo.

Ao reconhecer o cachorro nas imagens, pediu que uma pessoa de confiança fosse buscá-lo e o levasse para atendimento veterinário. Segundo o tutor, Ravi estava assustado e apresentava um comportamento diferente do habitual.

Em uma nova publicação neste domingo, Vincent também afirmou que Ravi estava com fome, sede e sujo quando deixou o hotel. Segundo ele, o cachorro foi medicado e passa bem.

Tutor questiona versão sobre morte de outro cão.

No vídeo publicado neste domingo, Vincent contestou pontos da versão apresentada pela dona do estabelecimento.

A proprietária afirma que estava em uma festividade no centro da cidade quando recebeu uma ligação da filha, que estava no hotel, dizendo que Ravi havia pegado Kowalski e não o soltava.

Ela também diz que não conseguiu fazer Ravi obedecer porque o cachorro só responderia a comandos em alemão.

Vincent questiona essa versão porque, segundo ele, Ravi frequentava a creche do próprio estabelecimento desde os três meses de idade e a proprietária conhecia o cachorro e os comandos usados com ele.

O tutor também questiona as circunstâncias da morte de Kowalski. Segundo Vincent, Ravi não tinha marcas de sangue quando foi retirado do hotel. Ele também cita imagens feitas após o episódio nas quais Ravi aparece próximo ao outro cachorro.

Vincent ainda questionou a estrutura do estabelecimento para lidar com uma emergência envolvendo os animais hospedados. “Hotel é pago, o mínimo que a gente espera é segurança”, afirmou.

O tutor disse que espera que a investigação esclareça o que aconteceu e afirmou que seguirá acompanhando o caso.

Segundo Vincent, Ravi deve ser levado para Niterói nesta semana.

Após o caso ser divulgado pelo tutor de Ravi e ganhar repercussão nas redes sociais, Ana Carla, proprietária do Hotelzinho Peludos Resort, publicou um vídeo em seu perfil aberto para apresentar a versão dela sobre o episódio.

Veja abaixo a manifestação publicada por Ana Carla na íntegra.

Em números

  • O vídeo, divulgado pelo tutor, passou de 1 milhão de visualizações e o caso foi encaminhado ao Mini

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