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Mato Grosso do Sul

Teste rápido detecta superbactérias em UTIs em 6,5 horas e pode reduzir custos

Método avaliado por pesquisadores da USP reduziu o tempo médio de identificação de bactérias resistentes, ante 66 horas da cultura tradicional

2 min de leitura
Teste rápido detecta superbactérias em UTIs em 6,5 horas e pode reduzir custos

0x Teste imunocromatográfico apresentou resultado em cerca de 6,5 horas, ante média de 66 horas da cultura tradicional. (Imagem Ilustrativa/A Crítica) Um teste rápido avaliado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP e do Hospital das Clínicas conseguiu identificar bactérias resistentes a antibióticos em pacientes de UTI em cerca de 6,5 horas, enquanto o método tradicional de cultura leva, em média, 66 horas.

A estratégia também pode diminuir o período de uso desnecessário de equipamentos de proteção e, com isso, reduzir custos hospitalares.

O método, chamado teste imunocromatográfico (ICT), funciona de maneira semelhante aos testes rápidos de gravidez ou covid-19. O exame utiliza material coletado por swab retal e consegue detectar cinco das principais carbapenemases, enzimas produzidas por bactérias capazes de inativar antibióticos importantes.

No estudo, realizado em duas UTIs cirúrgicas do Hospital das Clínicas, o ICT apresentou 91% de sensibilidade e 99% de especificidade, conseguindo identificar a maior parte dos pacientes colonizados e apresentando alta precisão para os casos negativos.

Antes da aplicação no teste, a amostra permanece por seis horas em um material que favorece a multiplicação das bactérias. Depois, passa por processamento e é colocada na fita responsável por indicar o resultado.

Segundo o infectologista Matias Chiarastelli Salomão, professor colaborador da FMUSP e um dos autores do estudo, o tempo pode variar na rotina hospitalar, dependendo do transporte da amostra e do funcionamento do laboratório.

Resultado mais rápido pode diminuir precauções.

Pacientes com suspeita de colonização por bactérias resistentes permanecem sob precaução de contato enquanto aguardam o resultado, o que exige dos profissionais o uso de materiais como aventais e luvas.

Na UTI onde o ICT foi utilizado, o tempo para retirar pacientes não colonizados dessa precaução caiu de 47 para 23 horas.

Em uma projeção para uma UTI com 100 leitos, os pesquisadores estimaram que o método poderia evitar cerca de 73 dias de precaução desnecessária por semana, considerando a soma das horas poupadas entre os pacientes.

Salomão ressalta que os valores dependem da realidade de cada instituição e que o ICT não pretende substituir o PCR, mas oferecer uma alternativa mais rápida que a cultura para hospitais que não dispõem de estrutura de biologia molecular.

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