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Roberto Higa, o homem que fotografou a Campo Grande que já não existe, será homenageado na Câmara

Roberto Higa, fotógrafo que registrou décadas de Campo Grande, será homenageado em sessão solene da Câmara na terça, 25,

6 min de leitura
Roberto Higa, o homem que fotografou a Campo Grande que já não existe, será homenageado na Câmara

Sessão solene será terça, 25, às 19h, no Centro de Convenções Rubens Gil de CamilloRoberto Higa recebe a Medalha Destaques da Década Juvêncio César da FonsecaHomenagem foi proposta pela vereadora Luiza Ribeiro em 4 de agostoFotógrafo começou como office-boy no Diário da Serra por volta de 1967 ou 1968 Acervo reúne cerca de 250 mil registros de Campo Grande e de MSHiga enfrenta Alzheimer desde 2008 e passou por tratamento contra câncer Roberto Higa, o fotógrafo que registrou décadas da história de Campo Grande, será o homenageado especial de uma sessão solene da Câmara Municipal na próxima terça (25), às 19h, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo.

Na cerimônia, ele deve receber a Medalha Destaques da Década Juvêncio César da Fonseca, honraria proposta pela vereadora Luiza Ribeiro em 4 de agosto. O reconhecimento chega a um fotógrafo que faz 75 anos daqui a três meses, nascido em 26 de novembro de 1951.

A ligação dele com a Casa de Leis vem de longa data. 'Participo desde os anos 1970 da Câmara Municipal. Sempre fotografei os vereadores que passaram por aqui', afirmou Roberto Higa.

Sobre a homenagem, ele resumiu: 'Para mim, é um orgulho muito grande ser reconhecido depois de todo esse tempo.' Do office-boy à câmera Higa começou a trabalhar aos sete anos e, por volta de 1967 ou 1968, entrou no Diário da Serra como office-boy.

Aos dezesseis, passou a fotografar. Vindo de uma família de oito irmãos, chegou a fazer uma viagem a São Paulo que levou três dias até Bauru, onde realizou sua primeira exposição.

Ao longo dos anos, a lente de Higa acompanhou momentos que marcaram a cidade e o estado. Ele cobriu a posse de José Fragelli, em 1971, e a inauguração da Cidade Universitária no mesmo ano, com Jarbas Passarinho e Pedro Pedrossian.

Em 1972, participou da primeira Exposição de Fotojornalismo de Campo Grande e registrou o Morenão lotado num Operário x Comercial. No ano seguinte, fotografou à noite a inauguração do primeiro lava-jato da cidade.

A cidade que sumiu Algumas das imagens de Higa mostram cenários que não existem mais. Em 1969, fez uma fotografia da Rua 14 de Julho com o relógio que, anos depois, foi demolido pelo prefeito às cinco da manhã.

Ele também esteve na cobertura da queda do C-115 Búfalo em Ponta Porã, em 8 de setembro de 1974, tragédia que deixou 19 mortos. O fotógrafo registrou ainda os últimos dias de Cuiabá como capital do Mato Grosso único, em 1977, e as ruas de Campo Grande em festa pela divisão, no mesmo ano.

Documentou a promulgação da Constituição estadual e a posse de Marcelo Miranda, em 1979, e reuniu na exposição O Povo do Sorriso, de 1980, imagens das comunidades indígenas.

Em 1985, esteve no aeroporto durante a visita dos Menudos ao lado de Lúdio Coelho, e também acompanhou a visita de João Paulo II. O acervo e os livros O trabalho de Higa foi reunido no livro Olhar, lançado em 19 de agosto na Estação Ferroviária.

A obra tem 192 páginas, quase 200 fotos e nove capítulos, resultado de quinze anos de tentativas para fechar contrato. Na época do lançamento, seu acervo somava cerca de 250 mil registros.

A trajetória também virou tela no documentário A Campo Grande de Roberto Higa, lançado em 13 de fevereiro de 2026. O filme, dirigido por Conrado Roel, teve doze anos de filmagem e dura 30 minutos.

Roberto Higa tinha cerca de 60 anos quando as gravações começaram. A Foto Roberto permanece no mesmo prédio há mais de cinquenta anos. Anos de tratamento A saúde de Higa passou por momentos delicados.

Em meados de 2008, ele teve o primeiro AVC e, depois disso, recebeu o diagnóstico de Alzheimer. A doença piorou em 2020. Em junho de 2024, ele passou a ter dificuldade para engolir, e uma endoscopia revelou um tumor na orofaringe.

Higa passou por quimioterapia e radioterapia no Hospital do Câncer Alfredo Abrão, com uma internação de sete meses, e em fevereiro de 2025 tocou o sino. Na mesma sessão do dia 25, a Câmara também deve entregar títulos de Cidadão Campo-Grandense, Cidadão Benemérito e a Medalha do Mérito Legislativo José Antônio Pereira.

Sessão solene será terça, 25, às 19h, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo.

Roberto Higa recebe a Medalha Destaques da Década Juvêncio César da Fonseca.

Homenagem foi proposta pela vereadora Luiza Ribeiro em 4 de agosto.

Fotógrafo começou como office-boy no Diário da Serra por volta de 1967 ou 1968.

Acervo reúne cerca de 250 mil registros de Campo Grande e de MS.

Higa enfrenta Alzheimer desde 2008 e passou por tratamento contra câncer.

0x Sessão solene será terça, 25, às 19h, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo Roberto Higa, o fotógrafo que registrou décadas da história de Campo Grande, será o homenageado especial de uma sessão solene da Câmara Municipal na próxima terça (25), às 19h, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo.

O reconhecimento chega a um fotógrafo que faz 75 anos daqui a três meses, nascido em 26 de novembro de 1951. A ligação dele com a Casa de Leis vem de longa data.

O trabalho de Higa foi reunido no livro Olhar, lançado em 19 de agosto na Estação Ferroviária. A obra tem 192 páginas, quase 200 fotos e nove capítulos, resultado de quinze anos de tentativas para fechar contrato.

A saúde de Higa passou por momentos delicados. Em meados de 2008, ele teve o primeiro AVC e, depois disso, recebeu o diagnóstico de Alzheimer. A doença piorou em 2020.

Em junho de 2024, ele passou a ter dificuldade para engolir, e uma endoscopia revelou um tumor na orofaringe. Higa passou por quimioterapia e radioterapia no Hospital do Câncer Alfredo Abrão, com uma internação de sete meses, e em fevereiro de 2025 tocou o sino.

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Em números

  • Ura da queda do C-115 Búfalo em Ponta Porã, em 8 de setembro de 1974, tragédia que deixou 19 mortos
  • Na época do lançamento, seu acervo somava cerca de 250 mil registros
  • Acervo reúne cerca de 250 mil registros de Campo Grande e de MS

Fontes

Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • A Críticalink