Ele concorre à Presidência pelo Avante, partido cuja direção estadual em Mato Grosso do Sul é do deputado Lidio Lopes, que representou o Estado na convenção nacional que homologou a candidatura, em São Paulo.
Cury nasceu em 2 de outubro de 1958 em Colina, cidade do interior paulista, e se formou em medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. É psiquiatra.
Tem cerca de 70 edições de livros publicadas, com obras em mais de 90 países. O mais conhecido, O Vendedor de Sonhos, virou filme em 2016, dirigido por Jayme Monjardim.
É autor da Teoria da Inteligência Multifocal, que trata de gestão de emoções e resolução de conflitos.
Não tem mandato, nunca ocupou cargo eletivo e não disputou nenhum antes deste. Apresenta-se como voz contrária à polarização.
A bandeira central da campanha dele não é econômica nem de segurança. É institucional: Cury defende que o Brasil adote o semipresidencialismo.
Na formulação apresentada por ele, o presidente ficaria responsável pelas funções estratégicas, enquanto um primeiro-ministro assumiria a condução da administração.
É uma mudança de regime de governo, e não de política pública. Exigiria emenda constitucional, aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado, com três quintos dos votos em cada turno.
Nenhum presidente implanta isso sozinho. A caixa abaixo explica o que mudaria na prática e quais são os argumentos dos dois lados.
A convenção do Avante, realizada em 3 de agosto na Assembleia Legislativa de São Paulo, homologou o nome de Cury mas terminou sem definir candidato a vice-presidente.
Uma aliança com o Novo, de Romeu Zema, chegou a ser tratada e foi descartada pelo próprio Cury.
Lidio Lopes, deputado estadual e presidente do Avante em Mato Grosso do Sul, participou das deliberações da convenção. Segundo a assessoria dele, foi a única liderança sul-mato-grossense presente.
Com as ausências de Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, o debate desta noite na Band ficou com três nomes: Ronaldo Caiado, Renan Santos e o próprio Cury.
Para um candidato sem mandato, sem máquina partidária de grande porte e sem histórico eleitoral, um palco com poucos concorrentes e sem os favoritos é a melhor chance de aparecer que a campanha vai ter até aqui.
Zema desiste de debate presidencial após ausência de Lula e outros candidatos.
Candidato do Novo diz que mudança de data perdeu sentido; Cury, Renan Santos e Caiado seguem confirmados.
Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.