A ação foi lançada após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) receber cerca de 330 denúncias sobre suspeitas de elevação indevida nos preços.
- A Senacon iniciou operação nacional para investigar aumentos abusivos nas margens de lucro de postos de combustíveis.
- A ação foi motivada por cerca de 330 denúncias de elevação indevida de preços recebidas pela ANP.
- Foram abertos 70 processos administrativos contra estabelecimentos, que terão 20 dias para apresentar defesa.
- A investigação foca na margem de lucro, não apenas no preço final, e pode resultar em multas e sanções.
- O diesel S10 registrou maior preocupação, com preço médio nacional de R$ 7,13 e alta de 2,3% em uma semana.
- Gasolina comum e etanol também tiveram aumentos médios de 0,2% e 3,3%, respectivamente, no período analisado.
- A Operação Carga Pesada reúne Senacon, Procons estaduais e municipais, ANP, e pode ter apoio da Senasp e Força Nacional.
- Consumidores podem denunciar irregularidades aos Procons ou à ANP, fornecendo dados como nome do posto e preço.
Com base em autos de fiscalização encaminhados pela ANP, a Senacon abriu 70 processos administrativos sancionadores contra estabelecimentos. Os postos terão prazo de 20 dias para apresentar defesa.
Fiscalização mira margem de lucro, não apenas preço na bomba.
Segundo a Senacon, a investigação não considera apenas o valor final cobrado do consumidor, mas busca identificar se houve aumento injustificado da margem de lucro.
Caso irregularidades sejam comprovadas, os estabelecimentos podem ser multados e sofrer outras sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor.
As maiores variações no diesel S10 foram registradas na Bahia, Mato Grosso, Pernambuco, Sergipe e Tocantins.
Gasolina e etanol também tiveram alta.
No mesmo período, a gasolina comum teve aumento médio nacional de 0,2%. As maiores oscilações foram observadas em Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná e Piauí.
O etanol apresentou alta média de 3,3% na semana analisada.
Batizada de Operação Carga Pesada, a iniciativa reúne a Senacon, Procons estaduais e municipais e a ANP. A operação também poderá contar com apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Força Nacional.
Consumidor pode denunciar irregularidades.
A Senacon informou que vai disponibilizar orientações técnicas e instrumentos padronizados para auxiliar os Procons nas fiscalizações e na coleta de informações.
Consumidores que identificarem possíveis irregularidades podem procurar os Procons estaduais ou municipais e também registrar denúncia junto à ANP.
Para facilitar a apuração, a orientação é informar nome e endereço do posto, tipo de combustível, preço cobrado e data da ocorrência. Notas fiscais e outros comprovantes também podem ajudar na investigação.
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