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Mato Grosso do Sul

Na “euforia da terra”, gaúchos migraram para MS com costelada e fandango

Em 1976, quando tinha 14 anos, o gaúcho Josceli Pereira migrou com a família do Rio Grande do Sul para o então Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul. A jorn...

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Na “euforia da terra”, gaúchos migraram para MS com costelada e fandango

Em 1976, quando tinha 14 anos, o gaúcho Josceli Pereira migrou com a família do Rio Grande do Sul para o então Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul.

A cada mês de setembro, a tradição se intensifica com a Semana Farroupilha.

No Dia do Gaúcho, celebrado neste domingo (20), que encerra a Semana Farroupilha, o secretário do CTG Tropeiros da Querência, Josceli Pereira, 63 anos, relembra a migração da família do Rio Grande do Sul para Mato Grosso do Sul em 1976, movimento que marcou a década de 1970.

Campo Grande abriga dois Centros de Tradição Gaúcha, onde costela de fogo de chão, chimarrão e fandango mantêm viva a cultura gaúcha no estado.

A jornada de Josceli, de 63 anos, secretário do CTG (Centro de Tradições Gaúchas) Tropeiros da Querência, em Campo Grande, revive o maior movimento migratório dos gaúchos para Mato Grosso do Sul, ocorrido na década de 1970.

Neste domingo (dia 20), é comemorado o Dia do Gaúcho, data que encerra os festejos da Semana Farroupilha.

Na bagagem dos gaúchos, vieram a costelada de fogo de chão e o fandango que se bailava nos galpões.

Os gaúchos registraram várias ondas migratórias, como em 1940, mas a maior data de 1970. “As pessoas migraram por conta da lavoura. A gauchada veio porque as terras eram baratas.

São Gabriel do Oeste foi fundada por gaúchos. Vieram em busca de terra boa e pela proximidade, MS está a 1. 200 km da divisa do Rio Grande do Sul. A gauchada se casou por aqui, com a mistura bonita que tem hoje.

A cada mês de setembro, a tradição se intensifica com a Semana Farroupilha, que rememora a Guerra dos Farrapos, também chamada de Revolução Farroupilha. A data é lembrada por gaúchos espalhados pelo mundo, com programação que se estende de 12 a 20 de setembro.

O produto vindo da Argentina e do Uruguai tinha menor taxa, provocando a revolta dos gaúchos, que também produziam charque.

No conflito armado, registrado entre 1835 e 1845, o Rio Grande do Sul se separou do Brasil, que vivia a época do Império, e se tornou a República Rio-Grandense.

A programação festiva contou com fandango, estilo musical que reviveu os bailes de galpão, e muito churrasco.

Campo Grande tem dois Centros de Tradição Gaúcha: o CTG Farroupilha, que é de 1962, e o Tropeiros da Querência, inaugurado em 1990.

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