Em nota, a Meta classificou as acusações como falsas e declarou que segue as regras eleitorais brasileiras, mantendo o compromisso de oferecer condições iguais aos candidatos.
- A Meta atribuiu a problemas técnicos a redução do alcance de publicações da campanha de Lula, negando favorecimento a Flávio Bolsonaro.
- A campanha de Lula questiona a justificativa da Meta e acionou o TSE e a ANPD, que deram 48 horas para esclarecimentos.
- Levantamento do PT aponta que o perfil de Flávio Bolsonaro teve engajamento 2,96 vezes superior ao de Lula, com menos seguidores.
- A discussão ocorre em meio a questionamentos internacionais sobre a atuação das redes sociais em eleições e o uso de dados.
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A campanha de Lula, por outro lado, questiona a justificativa apresentada pela companhia e afirma que não foram divulgadas evidências de que os problemas tenham atingido outros candidatos no país.
Diante das suspeitas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foram acionados, e a Justiça Eleitoral estabeleceu um prazo de 48 horas para que a empresa apresente esclarecimentos.
Um levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT, utilizado para sustentar a denúncia, aponta que a página de Flávio Bolsonaro registrou engajamento médio 2,96 vezes superior ao perfil de Lula, apesar de contar com 17,2% menos seguidores.
Os dados são apresentados pela campanha petista como indício de tratamento desigual nas plataformas, embora a diferença de engajamento, isoladamente, não comprove interferência nos mecanismos de distribuição de conteúdo.
A Meta contesta as acusações e sustenta que os problemas técnicos mencionados também atingiram outros mercados e anunciantes.
A discussão sobre a atuação das redes sociais em eleições ocorre em meio a questionamentos internacionais sobre o uso de dados e a distribuição de conteúdo político.
Em janeiro de 2025, após Donald Trump assumir um novo mandato nos Estados Unidos, o presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou uma aproximação com o governo americano em oposição a iniciativas de regulamentação das plataformas digitais.
Um dos antecedentes mais conhecidos desse debate é o caso Cambridge Analytica, empresa que utilizou informações de milhões de usuários do Facebook para direcionar conteúdos políticos durante a eleição presidencial americana de 2016 e a campanha do Brexit, no Reino Unido.
No Brasil, o novo questionamento envolve o alcance das publicações dos candidatos à Presidência e a necessidade de esclarecimentos sobre o funcionamento das plataformas durante o processo eleitoral.
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