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Mato Grosso do Sul

Meta atribui a falhas técnicas redução do alcance de Lula nas redes sociais

Empresa nega favorecer Flávio Bolsonaro no Facebook e Instagram, enquanto TSE cobra explicações sobre denúncias apresentadas pela campanha petista

3 min de leitura
Meta atribui a falhas técnicas redução do alcance de Lula nas redes sociais

Em nota, a Meta classificou as acusações como falsas e declarou que segue as regras eleitorais brasileiras, mantendo o compromisso de oferecer condições iguais aos candidatos.

  • A Meta atribuiu a problemas técnicos a redução do alcance de publicações da campanha de Lula, negando favorecimento a Flávio Bolsonaro.
  • A campanha de Lula questiona a justificativa da Meta e acionou o TSE e a ANPD, que deram 48 horas para esclarecimentos.
  • Levantamento do PT aponta que o perfil de Flávio Bolsonaro teve engajamento 2,96 vezes superior ao de Lula, com menos seguidores.
  • A discussão ocorre em meio a questionamentos internacionais sobre a atuação das redes sociais em eleições e o uso de dados.

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A campanha de Lula, por outro lado, questiona a justificativa apresentada pela companhia e afirma que não foram divulgadas evidências de que os problemas tenham atingido outros candidatos no país.

Diante das suspeitas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foram acionados, e a Justiça Eleitoral estabeleceu um prazo de 48 horas para que a empresa apresente esclarecimentos.

Um levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT, utilizado para sustentar a denúncia, aponta que a página de Flávio Bolsonaro registrou engajamento médio 2,96 vezes superior ao perfil de Lula, apesar de contar com 17,2% menos seguidores.

Os dados são apresentados pela campanha petista como indício de tratamento desigual nas plataformas, embora a diferença de engajamento, isoladamente, não comprove interferência nos mecanismos de distribuição de conteúdo.

A Meta contesta as acusações e sustenta que os problemas técnicos mencionados também atingiram outros mercados e anunciantes.

A discussão sobre a atuação das redes sociais em eleições ocorre em meio a questionamentos internacionais sobre o uso de dados e a distribuição de conteúdo político.

Em janeiro de 2025, após Donald Trump assumir um novo mandato nos Estados Unidos, o presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou uma aproximação com o governo americano em oposição a iniciativas de regulamentação das plataformas digitais.

Um dos antecedentes mais conhecidos desse debate é o caso Cambridge Analytica, empresa que utilizou informações de milhões de usuários do Facebook para direcionar conteúdos políticos durante a eleição presidencial americana de 2016 e a campanha do Brexit, no Reino Unido.

No Brasil, o novo questionamento envolve o alcance das publicações dos candidatos à Presidência e a necessidade de esclarecimentos sobre o funcionamento das plataformas durante o processo eleitoral.

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