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Mato Grosso do Sul

Lucas Ribeiro vence na Paraíba com 64% no 1º turno, e Efraim inverte pesquisas e fica em 2º

Governador desde abril, quando João Azevêdo saiu para disputar o Senado, ficou 14 pontos acima da maioria absoluta com 85,15% das urnas apuradas

4 min de leitura
Lucas Ribeiro vence na Paraíba com 64% no 1º turno, e Efraim inverte pesquisas e fica em 2º

Com 85,15% das urnas apuradas, ele somava 64,34% dos votos válidos, 14 pontos acima da metade exigida para dispensar o segundo turno. As urnas que faltavam já não podiam mudar o vencedor.

A surpresa da noite ficou no segundo lugar. Efraim Filho (PL) terminou a parcial com 24,41%, mais que o dobro dos 10,76% de Cícero Lucena (MDB). Nas pesquisas de agosto e setembro citadas no material de origem, a ordem era a inversa: Cícero aparecia à frente de Efraim.

Ribeiro já ocupava o Palácio da Redenção, sede do governo paraibano. Vice eleito em 2022, ele assumiu o cargo em abril, depois que o titular, João Azevêdo (PSB), renunciou para concorrer ao Senado.

Agora ganha nas urnas um mandato próprio, o primeiro em que disputou o governo como cabeça de chapa.

Em Mato Grosso do Sul, o desfecho foi parecido: Eduardo Riedel também foi reeleito no primeiro turno, com 67,36% dos votos válidos.

Na parcial divulgada às 18h59 de Brasília (17h59 em MS), a apuração mostrava este quadro.

Os votos em branco somavam 4,76% do total contabilizado, e os nulos, 9,66%. Brancos e nulos não entram no cálculo dos votos válidos, que é o que decide se há ou não segundo turno.

Pelos levantamentos da Data Ranking (5 a 7 de setembro) e da Quaest (21 a 24 de agosto), Ribeiro liderava com folga, mas abaixo de 50% das intenções totais. As pesquisas medem intenção sobre todos os entrevistados, inclusive indecisos, enquanto o resultado oficial considera só os votos válidos.

Por isso os números não se comparam diretamente. O que se compara é a ordem dos candidatos, e nela Efraim passou Cícero.

Do vice ao mandato próprio em quatro anos.

Ribeiro tem 37 anos e nasceu em João Pessoa. É advogado, formado em Direito pela Unifacisa, com mestrado em Desenvolvimento Regional pela Universidade Estadual da Paraíba.

A carreira política começou em Campina Grande. Foi vereador de 2017 a 2020 e, no mesmo período, secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, entre 2019 e 2020.

Em 2020, elegeu-se vice-prefeito da cidade, cargo que deixou em 2022 para compor a chapa de Azevêdo ao governo.

Ficou pouco mais de três anos como vice-governador até assumir o Executivo, em abril. Em menos de dez anos, passou por Câmara Municipal, secretaria, vice-prefeitura, vice-governadoria e governo.

O resultado mantém no comando da Paraíba o grupo que venceu a eleição estadual de 2022. O apoio do presidente Lula a Azevêdo e Veneziano Vital do Rêgo na disputa pelo Senado foi tratado pelo A Crítica em junho.

O novo mandato começa na quarta-feira, 6 de janeiro de 2027, e não mais em 1º de janeiro. A mudança veio com a Emenda Constitucional 111, de 2021, que alterou o artigo 28 da Constituição e vale a partir das eleições deste ano.

Até lá, Ribeiro segue no cargo que já ocupa. A Paraíba fica fora do segundo turno de governador, marcado para o domingo (25) nos estados em que ninguém alcançou a maioria absoluta.

A totalização oficial continua até a última urna. As atualizações podem alterar os percentuais finais, mas não o vencedor.

Votos válidos: os votos dados a candidatos. Brancos e nulos ficam fora da conta.

Maioria absoluta: mais da metade dos votos válidos. Quem chega a ela vence sem segundo turno.

Parcial: resultado com parte das urnas apuradas. O número final sai com a totalização de todas as seções.

Dados da parcial de apuração do TSE. Percentuais sujeitos a alteração até o fim da totalização.

O A Crítica dá espaço igual a todos os candidatos e partidos. A cobertura eleitoral segue critérios jornalísticos, sem vinculação a campanha.

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