O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) realizou 49. 571 prisões em julho. Foi o maior número mensal no segundo mandato de Donald Trump. O total representa alta de 15% sobre junho, quando a agência registrou 43.
021 detenções. Além disso, o volume cresceu 70% na comparação com fevereiro, que teve 29. 241 prisões. Os números mostram que o governo americano manteve o avanço da política de deportações.
No entanto, as operações passaram a ocorrer de forma menos ostensiva. A estratégia anterior concentrava ações de grande visibilidade em cidades americanas. Agora, o ICE também realiza detenções durante abordagens de trânsito e amplia o apoio de forças locais.
O ICE forneceu os números ao Deportation Data Project, ligado às universidades da Califórnia em Berkeley e Los Angeles. A Associated Press analisou as informações.
Os dados foram obtidos por meio de uma ação judicial baseada na Lei de Liberdade de Informação. Isso ganhou importância porque o governo reduziu a divulgação de estatísticas migratórias.
Segundo o texto, o Departamento de Segurança Interna praticamente deixou de publicar esses números no início do segundo mandato de Trump. Assim, o projeto universitário tornou-se uma das poucas fontes sobre a atuação do ICE.
Forças locais ampliam participação As parcerias com departamentos estaduais e locais ganharam espaço na fiscalização migratória. Em julho, essas forças participaram de 6,5 mil prisões, cerca de 13% do total.
Um ano antes, a participação dessas corporações representava menos de 5% das detenções mensais. Além disso, incentivos financeiros contribuíram para ampliar os acordos.
Texas e Flórida concentraram quase 20 mil prisões em julho. Os dois Estados aumentaram a cooperação com o ICE e ganharam importância na política de deportações.
Em dezembro de 2024, pouco antes do retorno de Trump à Presidência, foram registradas pouco mais de 8 mil prisões relacionadas à imigração. Ao longo de 2025, porém, os números avançaram.
O governo flexibilizou restrições sobre locais e pessoas que poderiam ser alvo das operações e ampliou os recursos destinados à agência. Em dezembro daquele ano, o ICE contabilizou 40.
177 prisões. Posteriormente, os números recuaram em fevereiro e voltaram a crescer em junho e julho. Maioria não tinha condenação criminal Os dados também mostram que mais da metade das pessoas presas em julho não tinha condenação criminal nem respondia a acusações criminais.
Além disso, menos de um quarto dos detidos havia sido condenado por algum crime. O resultado contrasta com o discurso oficial de priorizar pessoas que cometeram crimes.
Metade das prisões ocorreu fora do sistema prisional. Portanto, essas pessoas estavam em liberdade no momento da abordagem, e não sob custódia policial. A jornalista Patricia Quiñonez, que acompanha a comunidade venezuelana em Utah, relatou aumento das detenções durante fiscalizações de trânsito.
Segundo ela, problemas como falta de carteira de motorista, registro vencido ou vidros fora das regras podem levar a questionamentos sobre a situação migratória.
Patricia também afirmou que pessoas com autorização de trabalho válida e pedidos de asilo em andamento estão entre os detidos. Mudança de tática mantém fiscalização O ativista Mark Krikorian, do Center for Immigration Studies, avaliou que os números mostram uma mudança de estratégia, mas não uma redução das operações.
Para ele, o governo abandonou parte das ações mais chamativas. Ainda assim, a fiscalização continuou avançando e passou a utilizar métodos menos expostos. O secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, havia indicado uma abordagem mais discreta para o ICE.
Entretanto, os números mostram a continuidade das detenções em larga escala.
O total representa alta de 15% sobre junho, quando a agência registrou 43. 021 detenções. Além disso, o volume cresceu 70% na comparação com fevereiro, que teve 29.
241 prisões. Os números mostram que o governo americano manteve o avanço da política de deportações. No entanto, as operações passaram a ocorrer de forma menos ostensiva.
Em dezembro daquele ano, o ICE contabilizou 40. 177 prisões. Posteriormente, os números recuaram em fevereiro e voltaram a crescer em junho e julho.
Maioria não tinha condenação criminal.
Os dados também mostram que mais da metade das pessoas presas em julho não tinha condenação criminal nem respondia a acusações criminais. Além disso, menos de um quarto dos detidos havia sido condenado por algum crime.
Mudança de tática mantém fiscalização.
O ativista Mark Krikorian, do Center for Immigration Studies, avaliou que os números mostram uma mudança de estratégia, mas não uma redução das operações. Para ele, o governo abandonou parte das ações mais chamativas.
VÍDEO: Enchente deixa 384 viajantes desaparecidos no Nepal.
Cheia atingiu a região de Rasuwa, perto da fronteira com o Tibete, e provocou destruição de estradas, pontes e outras estruturas.
Em números
- Em julho, essas forças participaram de 6,5 mil prisões, cerca de 13% do total
- Texas e Flórida concentraram quase 20 mil prisões em julho
- O de 2024, pouco antes do retorno de Trump à Presidência, foram registradas pouco mais de 8 mil prisões relacionadas à imigração
- ICE prende quase 50 mil pessoas em julho e atinge recorde no segundo mand
Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.