O governo argentino reivindica papel direto de Javier Milei no avanço da direita na América Latina. A Casa Rosada afirmou que Milei impulsionou candidaturas alinhadas ao seu campo político na região.
- O governo argentino reivindica papel direto de Javier Milei no avanço da direita na América Latina.
- A Casa Rosada afirmou que Milei impulsionou candidaturas alinhadas ao seu campo político na região.
- O porta-voz Adrián Ravier exibiu um mapa da América do Sul com o Brasil já incluído na "onda azul" da direita.
- Ravier citou vitórias de candidatos apoiados por Milei na Bolívia, Chile, Colômbia, Peru, Honduras e Costa Rica.
- O chanceler Pablo Quirno atribuiu a Milei influência sobre o crescimento eleitoral de Flávio Bolsonaro no Brasil.
- A recuperação de Flávio nas pesquisas teria começado após a participação de Milei na convenção nacional do PL.
- O governo argentino nega que uma vitória de Flávio reduza a liderança de Milei ou prejudique a Argentina.
- Buenos Aires articula uma cúpula de lideranças da direita latino-americana para o fim deste ano.
O porta-voz Adrián Ravier exibiu um mapa da América do Sul com o Brasil já incluído na "onda azul" da direita. Ravier citou vitórias de candidatos apoiados por Milei na Bolívia, Chile, Colômbia, Peru, Honduras e Costa Rica.
O chanceler Pablo Quirno atribuiu a Milei influência sobre o crescimento eleitoral de Flávio Bolsonaro no Brasil. A recuperação de Flávio nas pesquisas teria começado após a participação de Milei na convenção nacional do PL.
O governo argentino nega que uma vitória de Flávio reduza a liderança de Milei ou prejudique a Argentina. Buenos Aires articula uma cúpula de lideranças da direita latino-americana para o fim deste ano.
O governo da Argentina passou a reivindicar nesta terça-feira (6) um papel direto de Javier Milei no avanço da direita na América Latina, após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial brasileira à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Integrantes da Casa Rosada afirmaram que o presidente argentino ajudou a impulsionar candidaturas alinhadas ao seu campo político em diferentes países da região.
Durante pronunciamento oficial, o porta-voz Adrián Ravier exibiu um mapa da América do Sul marcado pela chamada “onda azul”, com o Brasil já incluído entre os países identificados com a direita.
Apenas Uruguai, Guiana e Suriname apareceram em vermelho, enquanto a Venezuela foi mostrada em cinza. Ravier afirmou que, desde a chegada de Milei à Presidência argentina, houve uma mudança política na região e citou vitórias de candidatos apoiados pelo argentino na Bolívia, Chile, Colômbia, Peru, Honduras e Costa Rica.
Segundo ele, o Brasil poderá integrar essa lista caso Flávio confirme a vitória no segundo turno. Casa Rosada diz manter contato com campanha de Flávio O chanceler Pablo Quirno também atribuiu a Milei influência sobre o crescimento eleitoral de Flávio Bolsonaro e disse que o governo argentino mantinha canais de contato com o comitê de campanha do candidato brasileiro e com Eduardo Bolsonaro.
Segundo Quirno, a recuperação de Flávio nas pesquisas começou depois da participação de Milei na convenção nacional do PL, em 25 de julho, quando o presidente argentino fez críticas diretas a Lula.
Para o chanceler, Milei “não especula politicamente nem pega carona no triunfo de ninguém”. Integrantes do governo argentino também negam que uma eventual vitória de Flávio possa reduzir a liderança de Milei entre os governos de direita ou prejudicar a Argentina na disputa por investimentos.
A avaliação apresentada é de que o alinhamento político pode favorecer mudanças defendidas por esses governos, inclusive no Mercosul. Buenos Aires já articula ainda uma cúpula de lideranças da direita latino-americana para o fim deste ano.
O encontro, ainda sem data definida, poderá reunir representantes de ao menos dez países e incluir Flávio Bolsonaro. Parte das propostas econômicas do governo Milei também tem servido de referência para integrantes da campanha brasileira.
Daniella Marques, uma das coordenadoras econômicas de Flávio, já citou a experiência argentina como exemplo para uma política de redução de impostos e desburocratização.
Casa Rosada diz manter contato com campanha de Flávio.
Buenos Aires já articula ainda uma cúpula de lideranças da direita latino-americana para o fim deste ano. O encontro, ainda sem data definida, poderá reunir representantes de ao menos dez países e incluir Flávio Bolsonaro.
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