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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Furnas do Dionísio recebe mais de 150 certidões com identidade quilombola; MS passa de 437 desde a nova

Mais de 150 moradores da comunidade quilombola Furnas do Dionísio, em Jaraguari (MS), receberam certidões de registro civil com a averbação do pertencimento qui

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Furnas do Dionísio recebe mais de 150 certidões com identidade quilombola; MS passa de 437 desde a nova

Mais de 150 moradores de Furnas do Dionísio receberam certidões com averbação de pertencimento quilombola.

A averbação registra formalmente a condição quilombola da pessoa em seu documento civil.

O Provimento nº 347 da Corregedoria-Geral de Justiça de MS tornou a averbação possível desde novembro de 2025.

A norma adota o critério de autoatribuição para comprovar o pertencimento quilombola.

Documento civil atualizado é essencial para acesso a benefícios e programas públicos.

Furnas do Dionísio, em Jaraguari, é o território quilombola mais conhecido de Mato Grosso do Sul.

Na prática, a averbação faz o registro civil dizer o que a comunidade sempre soube. O nome, a filiação e a data de nascimento continuam os mesmos. O que muda é que a certidão passa a registrar formalmente o pertencimento da pessoa a uma comunidade quilombola, e esse é um dado que aparece toda vez que o documento é apresentado.

A averbação não é um gesto simbólico feito caso a caso. Ela está prevista no Provimento nº 347 da Corregedoria-Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, publicado em 11 de novembro de 2025, que fixou regras para enfrentar o sub-registro civil no Estado e abriu a possibilidade de incluir a condição de quilombola no registro de nascimento.

O pedido pode ser feito pela própria pessoa registrada ou por representante legal. Para comprovar o pertencimento existem dois caminhos: a Certidão de Autorreconhecimento emitida pela Fundação Cultural Palmares ou uma declaração de pertencimento étnico assinada por lideranças reconhecidas da comunidade.

A norma adota o critério da autoatribuição, o mesmo que a legislação brasileira usa para definir quem é quilombola.

Furnas do Dionísio não é a primeira comunidade atendida. Em 13 e 14 de julho, a Corregedoria entregou 287 certidões nas comunidades Tia Eva e Chácara dos Buritis, em Campo Grande.

Com a entrega desta sexta, o Estado passa de 437 documentos emitidos com a averbação desde que a norma entrou em vigor, há nove meses.

Documento civil atualizado é a porta de entrada de quase tudo: benefício, matrícula, conta bancária, aposentadoria, crédito rural, inscrição em programa público.

Comunidades quilombolas e outras populações rurais aparecem com frequência nas estatísticas de sub-registro, situação em que a pessoa existe mas o Estado não tem como comprovar isso.

A averbação do pertencimento acrescenta uma camada a isso. Políticas públicas específicas para comunidades quilombolas, de titulação de terra a programas de educação e saúde, dependem de identificar quem é o público.

Quando a identidade está no próprio documento civil, a comprovação deixa de depender de declaração avulsa a cada balcão.

A comunidade fica em Jaraguari, ao norte de Campo Grande, e é o território quilombola mais conhecido de Mato Grosso do Sul. A origem é atribuída a Dionísio Antônio Vieira, que chegou da região de Minas Gerais e se fixou ali no fim do século 19, depois da abolição.

Foi certificada pela Fundação Cultural Palmares pela Portaria nº 23, de 25 de maio de 2005.

Hoje Furnas do Dionísio é conhecida no Estado pela produção artesanal de rapadura, melado e açúcar mascavo, e pelo Festival da Rapadura, que chegou à 12ª edição no dia 16 de agosto.

As certidões entregues nesta sexta são de outra ordem: não celebram a comunidade de fora para dentro, registram no papel do Estado o que ela é.

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Fontes

Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • A Críticalink