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Mato Grosso do Sul

Flávio diz não ter assinado contrato de filme financiado por Vorcaro

Candidato afirmou no Jornal Nacional que patrocínio para Dark Horse foi de 'boa-fé' e negou ter recebido dinheiro diretamente

2 min de leitura
Flávio diz não ter assinado contrato de filme financiado por Vorcaro

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (28), durante entrevista ao Jornal Nacional, que não assinou contrato relacionado ao patrocínio feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro, e voltou a não apresentar documentos ou prestações de contas da captação.

Segundo Flávio, os recursos foram recebidos de “boa-fé”, destinados integralmente à produção e não envolveram dinheiro público. “Foi um patrocínio de boa-fé. Não há nada de irregular”, declarou.

Ao ser questionado sobre o contrato, Flávio afirmou que sua participação no projeto esteve limitada à autorização para uso de sua imagem. “Eu não firmei contrato com ninguém.

Meu papel nesse filme foi autorizar o uso da minha imagem”, disse. O candidato também negou ter recebido diretamente qualquer valor ligado à produção. “Eu não recebi dinheiro nenhum.

Eu não pedi dinheiro, eu pedi um patrocínio”, afirmou. Flávio cita perícia sobre recursos Durante a entrevista, Flávio mencionou uma perícia citada em reportagem da revista Veja e afirmou que a análise concluiu que não houve utilização de recursos públicos no filme.

Flávio também citou outros patrocínios atribuídos ao dono do Banco Master, mencionando o programa de Luciano Huck e um evento do Valor Econômico. Apesar das explicações, o candidato não apresentou durante a sabatina os documentos referentes à prestação de contas nem o contrato da captação dos recursos para Dark Horse.

Anistia e relação com o STF Em outro momento da entrevista, Flávio voltou a defender anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro. Questionado sobre quais crimes poderiam ser alcançados pela medida, afirmou que a própria legislação estabelece limites e mencionou tortura e crimes hediondos entre aqueles que não poderiam ser perdoados.

O candidato também tratou das críticas feitas anteriormente às urnas eletrônicas e reconheceu ter se expressado de maneira incorreta ao mencionar uma empresa venezuelana como fabricante dos equipamentos.

O candidato também negou ter recebido diretamente qualquer valor ligado à produção. “Eu não recebi dinheiro nenhum. Eu não pedi dinheiro, eu pedi um patrocínio”, afirmou.

Segundo o candidato, o custo total da produção foi superior ao valor recebido como patrocínio e todo o dinheiro obtido com Vorcaro teria sido aplicado no projeto.

Flávio declarou ainda que não pretende questionar o resultado das eleições.

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