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Mato Grosso do Sul

Fim da escala 6×1 preocupa empresários de Campo Grande, aponta pesquisa da ACICG

Levantamento mostra que 44,8% precisariam contratar mais e 84,7% já têm dificuldade para encontrar mão de obra

2 min de leitura
Fim da escala 6×1 preocupa empresários de Campo Grande, aponta pesquisa da ACICG

A pesquisa ouviu 105 empresários de diferentes setores e avaliou os possíveis efeitos de uma mudança na jornada de trabalho.

Entre os entrevistados, 57,1% utilizam atualmente a escala 6×1 e outros 10,5% adotam o modelo parcialmente. A maior parte das empresas participantes atua no setor de serviços, com 44,8%, seguida pelo comércio, com 32,4%, indústria, com 9,5%, agronegócio, com 7,6%, e outros segmentos, com 5,7%.

Questionados sobre os possíveis impactos do fim da escala 6×1, 28,6% apontaram o aumento dos custos operacionais como principal preocupação, 24,8% citaram queda de produtividade e 20% disseram que seria necessário contratar novos colaboradores.

Outros 20% acreditam que a mudança teria pouco ou nenhum impacto, enquanto 6,67% ainda não conseguem avaliar os efeitos.

Entre os 44,8% que afirmam precisar de novas contratações para manter a operação, 38,3% estimam que o quadro teria de crescer entre 6% e 10%, enquanto 19,1% projetam aumento entre 11% e 20%.

Ao mesmo tempo, 84,7% das empresas já relatam dificuldade para encontrar trabalhadores, fator apontado como um dos obstáculos para uma eventual mudança de jornada.

A pesquisa também identificou avaliação positiva sobre alguns efeitos da mudança. Para 64,6% dos empresários, uma jornada diferente pode contribuir para aumentar a produtividade, enquanto 40,2% acreditam que a escala 5×2 pode ajudar na atração e retenção de profissionais.

Sobre o modelo considerado mais adequado, 35,7% defendem alternativas de acordo com a atividade econômica, 27,6% preferem um formato flexível, 25,5% apoiam a obrigatoriedade da escala 5×2 e 11,2% preferem manter a 6×1.

Para o presidente da ACICG, Omar Aukar, o debate precisa considerar as diferenças entre os setores. “A pesquisa mostra que o empresário reconhece benefícios em uma jornada mais equilibrada, porém também demonstra preocupação com o aumento dos custos, a necessidade de novas contratações e, principalmente, com a dificuldade que já enfrenta para encontrar mão de obra”, afirma.

A votação sobre o fim da escala 6×1 no Senado foi adiada para depois do primeiro turno das eleições.

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