Intitulada Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação, a publicação foi elaborada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária, e está disponível no site da instituição.
Entre as principais diretrizes está a defesa de investimentos contínuos e estáveis em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva. Para os técnicos da Embrapa, a agricultura ocupa uma posição estratégica para o país por sua participação na economia, pela relação direta com a segurança alimentar e pelos desafios impostos pelas mudanças do clima.
O material também considera temas relacionados à transição energética, desenvolvimento territorial e modernização tecnológica do campo.
A empresa também destaca pesquisas voltadas ao melhoramento genético de sementes, com desenvolvimento de variedades mais tolerantes à seca, calor, excesso de água e salinidade.
Segurança alimentar está entre prioridades.
A agenda estabelece seis áreas consideradas estratégicas: segurança alimentar e nutricional, agricultura sustentável e adaptação climática, bioeconomia, transição energética e bioenergia, desenvolvimento territorial e inclusão produtiva, além da transformação digital no meio rural.
No capítulo dedicado à segurança alimentar, a Embrapa defende medidas para diminuir a dependência brasileira de insumos importados.
Entre as áreas indicadas para expansão estão bioenergia, biocombustíveis, biogás, biometano e bioinsumos, tecnologias que, segundo a Embrapa, podem ampliar a participação brasileira na economia de baixo carbono e diversificar a matriz energética.
Tecnologia e conectividade no campo.
A transformação digital também aparece entre as prioridades. A agenda cita inteligência artificial, Internet das Coisas, sensoriamento remoto, automação, sistemas geoespaciais e agricultura de precisão como tecnologias que estão modificando a produção rural.
Para o Poder Executivo, a Embrapa propõe políticas voltadas ao desenvolvimento rural sustentável, competitividade econômica, segurança alimentar e inclusão produtiva.
Ao Legislativo, o documento atribui papel na criação das condições regulatórias, institucionais e orçamentárias necessárias para dar previsibilidade às políticas públicas e aos investimentos de longo prazo no setor agropecuário.
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Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.