Ir para o conteúdo

Segunda-feira, 5 de outubro de 2026 | Corumbá - MS | 22°C Chuva

Mato Grosso do Sul

Dona de hotel para pets flagrada dando tapas em cão diz que tentava impedir morte de outro cachorro

Proprietária do estabelecimento diz que agiu para separar uma briga entre os cães; tutor de Ravi contesta a versão e questiona as circunstâncias da morte do yor

4 min de leitura
Dona de hotel para pets flagrada dando tapas em cão diz que tentava impedir morte de outro cachorro

Vídeo mostra dona de hotel para pets agredindo cão hospedado no local; caso vai ao MP.

A dona de um hotel para pets em Bonito flagrada dando tapas em Ravi, um pastor-australiano de 1 ano, afirmou que tentou impedir a morte de Kowalski, um yorkshire que, segundo ela, foi atacado pelo outro cão.

Após a repercussão do caso, Ana Carla, proprietária do Hotelzinho Peludos Resort, publicou um vídeo nas redes sociais para apresentar a versão dela sobre o episódio.

Segundo Ana, ela recebeu uma ligação da filha informando que Ravi havia "pegado o Kowalski" e não o soltava.

Eu vim imediatamente para cá. Diante de toda a situação, no ato de desespero, eu acabei dando uns tapas no Ravi, sim, no dorso, mas não foi intenção nenhuma de maus-tratos ou de ódio gratuito", afirmou.

Ana disse ainda que tentou fazer o cachorro soltar o yorkshire, mas não conseguiu porque Ravi, segundo ela, responde apenas a comandos em alemão.

O Ravi é um cachorro que só aceita os comandos em alemão, e eu não consegui fazer ele soltar, eu não consegui. E o Kowalski veio a óbito. Não teve o que eu fazer, eu tentei de todas as formas reanimar ele", relatou.

O tutor de Ravi, Vincent, contestou pontos do relato apresentado pela proprietária. Segundo ele, o cachorro frequentava a creche do estabelecimento desde os três meses de idade e nunca havia apresentado comportamento agressivo.

Vincent também afirmou que Ravi era conhecido pela proprietária e que ela sabia quais comandos eram utilizados com o animal.

O tutor questionou ainda as circunstâncias da morte de Kowalski. Segundo ele, Ravi não apresentava marcas de sangue quando foi retirado do hotel. Vincent também citou imagens feitas após o episódio nas quais o cachorro aparece próximo ao outro animal.

Como que é possível um cachorro agredir outro e chegar a tal fatalidade sem nada? Os horários não batem, o relato do outro lado está cheio de brecha", disse.

Vincent também questionou a estrutura do estabelecimento para lidar com situações de emergência envolvendo os animais hospedados.

Hotel é pago, o mínimo que a gente espera é segurança", afirmou.

O tutor contou que se mudou para Niterói (RJ) há menos de um mês e deixou Ravi no hotel enquanto organizava os documentos e a viagem para levar o cachorro.

Segundo ele, o animal frequentava o estabelecimento desde os três meses de idade, era acompanhado por profissionais desde filhote e havia passado por adestramento.

Vincent disse que não recebeu qualquer aviso do hotel sobre o episódio. Ele soube do que havia acontecido à noite, quando pessoas que sabiam que Ravi estava hospedado no estabelecimento começaram a enviar o vídeo.

Ao reconhecer o cachorro nas imagens, pediu que uma pessoa de confiança fosse buscá-lo e o levasse para atendimento veterinário. Segundo o tutor, Ravi estava assustado e apresentava comportamento diferente do habitual.

Vincent também afirmou que o cachorro estava com fome, sede e sujo quando deixou o hotel. Segundo ele, Ravi foi medicado e passa bem.

O tutor afirmou que espera que a investigação esclareça o que aconteceu e disse que continuará acompanhando o caso.

O Ravi teve sorte. O que a gente sabe são esses fatos que eu trouxe aqui. E eu vou até o fim para saber o que aconteceu.

Caso foi encaminhado ao Ministério Público.

Segundo a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada na Delegacia de Bonito na sexta-feira (3), após a Polícia Militar Ambiental receber denúncias e um vídeo em que uma mulher aparece agredindo um cachorro dentro de um estabelecimento de hospedagem de animais.

O caso foi registrado inicialmente como maus-tratos.

A mulher que aparece nas imagens foi identificada e levada à delegacia para prestar esclarecimentos. Aos policiais, ela relatou que tentava separar uma briga entre Ravi e Kowalski e que o cachorro de menor porte morreu durante o episódio.

Após analisar as imagens e as circunstâncias do caso, o delegado responsável entendeu que a mulher agiu para separar os animais e evitar que o yorkshire continuasse sendo atacado.

Conforme a Polícia Civil, naquele momento, não foram identificados elementos que configurassem o crime de maus-tratos. Por isso, ela não foi presa.

O delegado registrou o entendimento em um despacho e encaminhou o caso ao Ministério Público, que poderá analisar os elementos apresentados e tomar as medidas que considerar cabíveis.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Polícia investiga caso de PMs filmados agredindo homem em Curitiba
Brasil

Polícia investiga caso de PMs filmados agredindo homem em Curitiba

A íntegra do vídeo tem mais de 7 minutos e mostra os policiais dando socos e chutando o homem mesmo quando ele já está parado, com as mãos atrás da cabeça. O registro mostra também o momento em que um dos PMs pisa na cab

Em Brasil