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Mato Grosso do Sul

Dengue: casos prováveis caem 70% no Brasil em 2026

3 min de leitura
Mato Grosso do Sul — imagem padrão

O Brasil registrou uma queda de aproximadamente 70% nos casos prováveis de dengue em 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Até 26 de setembro, foram contabilizados 470,5 mil casos prováveis da doença no país, contra 1,5 milhão registrados até a mesma data de 2025.

Sábado, 17 de Outubro de 2026, 17h:28 - A | A.

Também houve redução nos registros de chikungunya e Zika em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Ministério da Saúde.

Também houve redução nos casos de chikungunya e Zika. Em 2026, foram registrados 67. 902 casos prováveis de chikungunya, número 43% menor que os 118. 885 casos contabilizados no mesmo período de 2025.

Já os casos de Zika somaram 2. 141, uma queda de 35% em relação aos 3. 724 registros do ano anterior.

Os dados constam no 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) do Ministério da Saúde. Também é possível acompanhar o levantamento dos casos pelo Painel de Monitoramento das Arboviroses.

Segundo o Ministério da Saúde, os resultados do LIRAa reforçam a importância da manutenção das medidas de prevenção e controle do Aedes aegypti. O levantamento também permite que os gestores locais direcionem as ações de acordo com a situação identificada em cada município.

Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) atuam na prevenção e no controle das arboviroses, com a identificação e o tratamento de criadouros, além da orientação da população sobre medidas de prevenção.

Até o fim deste ano, o Ministério da Saúde prevê a formação de mais de 300 mil profissionais.

Entre as estratégias de controle do Aedes aegypti estão a Borrifação Residual Intradomiciliar em imóveis especiais — como escolas, unidades de saúde e locais de grande circulação —, as Estações Disseminadoras de Larvicida, e o método Wolbachia, que utiliza uma bactéria para reduzir a capacidade de transmissão de vírus pelo mosquito.

Outra ferramenta são as ovitrampas, dispositivos que permitem monitorar a presença do Aedes aegypti por meio da coleta de ovos do mosquito. A estratégia contribui para identificar áreas com maior presença do vetor e está presente em aproximadamente 2 mil municípios, fornecendo informações complementares aos indicadores obtidos pelo LIRAa.

Com a aproximação do verão e as condições climáticas associadas ao El Niño, o Ministério da Saúde alerta para a necessidade de reforçar as medidas de prevenção durante o período de maior risco de proliferação do Aedes aegypti.

A pasta destaca que a participação da população é fundamental para evitar a formação de criadouros. A recomendação é realizar vistorias regulares dentro de casa e nas áreas externas para identificar e eliminar locais que possam acumular água.

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Em números

  • Até 26 de setembro, foram contabilizados 470,5 mil casos prováveis da doença no país, contra 1,5 mil
  • Até o fim deste ano, o Ministério da Saúde prevê a formação de mais de 300 mil profissionais

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