A Polícia Federal cumpre oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio Grande do Sul, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens. As ordens foram autorizadas pela 1ª Vara Federal da Justiça Federal em Marília, no interior paulista.
A Justiça também determinou a suspensão do exercício da função pública do delegado e proibiu o acesso dele às dependências, aos sistemas e aos recursos tecnológicos da PF.
De acordo com a investigação, o esquema funcionaria pelo menos desde 2023. O delegado teria utilizado o acesso aos sistemas corporativos para realizar consultas direcionadas a pessoas e procedimentos que estavam sob investigação.
As informações seriam posteriormente repassadas aos próprios investigados.
Na prática, segundo a apuração, o acesso antecipado aos dados permitiria aos beneficiários adotar medidas para dificultar ou até frustrar diligências policiais.
Entre os alvos da operação estão ainda empresários e advogados apontados como intermediários dos pagamentos, além de investigados que, conforme o material da apuração, teriam pago pelas informações.
Os valores seriam repassados de maneira fracionada e dissimulada ao delegado.
A investigação citada no material original aponta que os dados poderiam beneficiar empresários investigados em casos envolvendo contrabando de cigarros, trabalho escravo, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e desvios de recursos públicos.
A própria Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos, esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados e dimensionar os possíveis danos causados às apurações que teriam sido comprometidas.
Os fatos são investigados, em tese, como violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa.
A Operação Sinon é conduzida pela própria Polícia Federal, corporação à qual pertence o delegado investigado. José Navas Júnior é identificado por reportagens sobre a operação como o servidor atingido pelas medidas judiciais.
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Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.