Apesar de ter terminado na primeira colocação, a Alcance ainda precisa cumprir uma etapa antes da conclusão da licitação. A empresa deverá apresentar uma proposta readequada ao valor final do lance, com as planilhas detalhadas dos serviços e custos.
O prazo termina nesta terça-feira (6), às 14h, quando a Agesul retoma a sessão eletrônica.
A licitação começou com cinco empresas relacionadas ao processo, mas três foram inabilitadas por não terem apresentado os documentos obrigatórios e as propostas iniciais dentro do prazo estabelecido no edital.
Foram eliminadas CR Arquitetura e Construção, Sustentare Empreendimentos e Engelec Engenharia Elétrica e Civil.
Alcance e Engetal foram as duas empresas que avançaram para a fase de habilitação. Durante a análise documental, ambas precisaram corrigir pendências apontadas pela Agesul.
A Alcance, por exemplo, apresentou inicialmente uma certidão de falência vencida e um termo de compromisso sem a assinatura dos responsáveis técnicos indicados.
A Engetal também precisou complementar a documentação relacionada à certidão da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo e corrigir a inclusão da garantia da proposta no sistema.
Nenhuma das concorrentes manifestou interesse em apresentar recurso contra a habilitação. Com isso, a fase foi encerrada e a disputa de preços começou na tarde desta segunda-feira.
Reforma para tirar estádio do abandono - A contratação é a principal etapa da segunda frente de obras para tentar tirar o Morenão de anos de abandono e devolvê-lo ao calendário esportivo de Campo Grande.
A licitação aberta pelo Governo do Estado prevê uma série de intervenções para adequar o estádio às condições atuais de uso.
Entre os serviços previstos estão novas rampas de acesso às arquibancadas, instalação e recuperação de guarda-corpos e corrimãos, substituição de portas por modelos corta-fogo com barras antipânico, construção de uma nova subestação elétrica, implantação de casa de bombas e adequações nos sistemas de combate a incêndio e segurança.
O projeto também contempla intervenções em estruturas metálicas, instalações elétricas, sistemas de proteção contra descargas atmosféricas, pintura e outras adequações necessárias para a requalificação funcional do estádio.
O prazo previsto para execução dos serviços é de 180 dias consecutivos após a ordem de início.
Como o Morenão foi construído na década de 1970, o levantamento técnico encontrou limitações para uma inspeção completa de todas as estruturas e instalações. Parte dos projetos foi elaborada a partir de levantamentos realizados nos pontos acessíveis e de documentos anteriores fornecidos pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).
Por isso, eventuais divergências encontradas durante a execução precisarão ser avaliadas pela Agesul.
A expectativa apresentada pelo Governo é que o estádio esteja novamente apto a receber partidas na abertura do Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série A de 2027, prevista para janeiro.
O retorno, porém, depende da conclusão das diferentes etapas de reforma e das condições necessárias para a liberação do estádio.
A própria ata da Agesul estabelece que, caso a proposta não seja apresentada no prazo, o lance vencedor poderá ser desclassificado. A sessão foi suspensa justamente para essa etapa e tem retorno marcado para as 14h de terça-feira.
Se a documentação for aceita e as demais etapas forem concluídas, a empresa poderá avançar para a contratação e execução dos serviços que representam a tentativa mais concreta de colocar novamente o Morenão em condições de receber grandes partidas.
O estádio, que já foi palco de jogos históricos e chegou a receber grandes públicos, passou anos fechado e deteriorado. Agora, com o gramado em recuperação e a contratação da obra estrutural em fase final, o antigo principal palco do futebol de Mato Grosso do Sul começa a ganhar um caminho para voltar a funcionar.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…