Mãe e filha criaram receita própria após inspiração na internet e levam novidade para feiras de Campo Grande.
Companheiro do pastel nas feiras, o conhecido caldo de cana ganhou uma nova versão nas feiras de Campo Grande. Na barraca de mãe e filha empreendedoras, a bebida virou sorvete cremoso servido na casquinha e também ganhou uma versão de milk-shake que leva cachaça ou vodka.
A invenção é de uma família que há três anos circula pelas feiras e eventos culturais da cidade em uma Kombi. Juliana Nantes Andrade e a mãe, Ana Cristina Andrade, apostaram na ideia depois que Juliana viu uma receita na internet.
No começo, Ana ficou desconfiada. “Ela ficou na dúvida se daria certo’”, lembra a filha. Pouco tempo depois, o vídeo que tinha inspirado as duas ganhou repercussão e elas resolveram colocar a novidade no cardápio.
Só que copiar a ideia não era suficiente. Mãe e filha desenvolveram a própria receita, testando combinações até chegar à massa que é levada para a máquina de sorvete.
O resultado é um sorvete feito à base de caldo de cana artesanal. A receita ainda passa por testes para chegar ao sabor que elas consideram definitivo. Entre as experiências, já entraram limão e abacaxi.
A novidade começou a chamar a atenção nas feiras. Segundo Juliana, muita gente chega até a barraca por curiosidade, depois de conhecer o produto pelas redes sociais.
E a invenção foi além da casquinha. O caldo de cana também entrou no milk-shake, mas em uma versão inusitada com sorvete, a bebida e álcool. O cliente pode escolher entre cachaça e vodka.
Além do caldo de cana, a barraca trabalha com sabores tradicionais, como chocolate e baunilha, além de açaí. Segundo a família, elas também criaram outras combinações para levar às feiras, incluindo açaí expresso.
Uma vida inteira nas feiras - A história da família com as feiras começou bem antes da Kombi. Ana trabalha há cerca de duas décadas nesse universo e criou a filha nesse ambiente.
No início, Ana trabalhava com produtos como doces e queijos. Depois, decidiu agregar o sorvete ao negócio. A primeira máquina foi colocada na Kombi e, cerca de um ano depois, veio uma segunda.
Vieram então o açaí, o fondue e outras opções. Juliana, que cresceu acompanhando a rotina da mãe, também acabou entrando no negócio. “Quando era adolescente não gostava muito, não.
Mas aí depois que eu cresci e vi como estava o mercado de trabalho, falei: ‘Ah, eu vou trabalhar na feira’”, lembra.
Hoje, mãe e filha percorrem diferentes pontos de Campo Grande com a Kombi. A agenda inclui feiras culturais durante a semana e aos fins de semana, fazendo com que a receita de caldo de cana encontre públicos diferentes.
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