Jorge Henrique deixou Nova Andradina em busca de culturas e histórias pelo mundo.
Sul-mato-grossense, Jorge Henrique quer se tornar o primeiro brasileiro a visitar todas as capitais dos 195 países do mundo. O projeto deve durar cerca de três anos e meio até ser concluído, segundo o viajante.
A jornada começou a ser preparada com antecedência, considerando os custos de transporte, hospedagem, alimentação e documentação necessária. Inicialmente, a viagem será custeada com recursos próprios, mas a intenção é produzir conteúdos ao longo do caminho para conseguir patrocínios e viabilizar a visita a todos os países.
Mesmo ainda no início do projeto, Jorge conta que um trecho da rodovia Big Sur, na Califórnia (EUA), já o surpreendeu. O local fica na Highway 1, estrada que percorre a costa do país entre as regiões de São Francisco e Los Angeles.
Entre as experiências que o marcaram, ele cita um gesto simples de acolhimento encontrado no Canadá. “Uma situação que me chamou bastante a atenção era o costume de algumas pessoas, principalmente em cafeterias, de pagar um café ou um café da manhã para outra pessoa, mesmo sem conhecê-la e sem necessariamente conversar com ela.”.
Para conseguir uma imersão maior na cultura e criar mais conexões com as pessoas, Jorge optou por se hospedar em hostels em alguns países. “Até o momento, não passei por nenhuma situação de preconceito por ser brasileiro ou estrangeiro.
[...] De maneira geral, sempre procurei chegar aos lugares com respeito e curiosidade para conhecer a cultura e as pessoas. Acho que essa abertura também facilita bastante a criação de conexões durante as viagens.”.
Com um projeto que exigirá grandes recursos, Jorge afirma que precisou abrir mão de algumas coisas. “Eu passei a enxergar determinadas coisas materiais de outra maneira.
Aquilo que antes poderia ser uma prioridade deixou de ser tão importante quando percebi que eu tinha um propósito maior.”.
Segundo o jovem, a maior expectativa é conhecer pessoas e suas histórias. “Quero entender como as pessoas vivem, conhecer a gastronomia, os costumes, a história, as dificuldades e também aquilo que cada sociedade tem de especial.
Também espero encontrar situações que me tirem da zona de conforto e me façam aprender.”.
A parte mais difícil para Jorge é a distância da família. “Nova Andradina representa minhas raízes. Foi onde cresci, estudei, trabalhei e construí boa parte da minha história.
Então, mesmo estando fisicamente longe, quero carregar minha cidade comigo durante toda a jornada.”.
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