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Inteligência Artificial

Startup usa IA para criar dispositivos microscópicos

Atomic Machines usa IA para projetar e fabricar dispositivos microscópicos, começando por um interruptor elétrico para data centers.

3 min de leitura
Startup usa IA para criar dispositivos microscópicos

A startup norte-americana Atomic Machines está usando inteligência artificial para projetar e fabricar dispositivos microscópicos. A empresa criou um sistema chamado “compilador de matéria”, que transforma projetos digitais em componentes físicos.

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  • auxílio em procedimentos cirúrgicos.
  • aperfeiçoamento de técnicas de fabricação.
  • realização de testes médicos a partir de poucas gotas de sangue.
  • desenvolvimento de dispositivos com novas combinações de materiais.

Segundo o The New York Times, a primeira aplicação é um pequeno interruptor elétrico para equipamentos de data centers. A Atomic Machines pretende levar a tecnologia também para microrrobôs, motores e dispositivos capazes de realizar exames médicos com poucas gotas de sangue.

O processo começa com milhares de experimentos. A inteligência artificial analisa como diferentes materiais se comportam quando são misturados, aquecidos, combinados e submetidos a testes.

A partir desses dados, o sistema cria um projeto que segue para o chamado “compilador de matéria”: uma sequência de 13 máquinas automatizadas responsáveis por fabricar e testar os componentes.

Um interruptor menor e mais eficiente.

A tecnologia começou a ganhar forma a partir de uma necessidade concreta. Mickael Mauger, que trabalha com equipamentos de fornecimento de energia para data centers, precisava de um interruptor capaz de detectar picos perigosos e interromper rapidamente a corrente.

O problema é que as opções disponíveis exigiam algum tipo de compromisso. Os modelos mecânicos eram maiores e mais lentos. Já os feitos de silício conseguiam desligar a corrente rapidamente, mas desperdiçavam mais energia e geravam bastante calor.

Foi nesse cenário que surgiu o componente da Atomic Machines. Pequeno o suficiente para ficar na ponta do dedo, ele combina velocidade e eficiência e suporta até 150 amperes de corrente contínua, capacidade suficiente para carregar três carros da Tesla ao mesmo tempo.

Suas peças são tão pequenas que precisam ser observadas por microscópio.

Para chegar a esse resultado, a empresa também precisou trabalhar com uma abordagem diferente da usada tradicionalmente na fabricação de MEMS, sigla em inglês para sistemas que reúnem componentes elétricos e mecânicos minúsculos no mesmo dispositivo.

Esse tipo de tecnologia já está presente em produtos do dia a dia, como sensores que ajudam smartphones a detectar movimentos e microfones de aparelhos auditivos.

A próxima etapa está ligada à capacidade de fabricar estruturas ainda menores e mais complexas. Jeff Holden imagina engrenagens e motores capazes de movimentar “microrrobôs”.

Entre as aplicações citadas pela empresa estão.

Para Eric Meshot, diretor de engenharia de processos da Atomic Machines, cada novo dispositivo também representa uma oportunidade de ampliar a base de dados usada no processo.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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