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Inteligência Artificial

NASA lança com sucesso o revolucionário Telescópio Espacial Roman

Um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, foi responsável por lançar o revolucionário Telescópio Nancy Grace Roman, da NASA

5 min de leitura
NASA lança com sucesso o revolucionário Telescópio Espacial Roman

Ao longo de duas décadas, a NASA desenvolveu um equipamento capaz de observar grandes áreas do céu e, com isso, investigar alguns dos maiores mistérios do Universo.

  • O novo “olho” da NASA no espaço está quase pronto para voar.
  • Saiba tudo sobre o supertelescópio espacial da NASA que vai investigar o Universo escuro.
  • NASA espera novas visões do ‘amanhecer cósmico’ com Telescópio Roman.
  • Campo de visão ampliado: cada fotografia individual capturada pelo Roman cobrirá uma área do céu cerca de 100 vezes maior do que uma imagem equivalente do Hubble, mantendo exatamente a mesma nitidez e resolução espacial.
  • Velocidade de varredura: o observatório será capaz de realizar levantamentos do céu até mil vezes mais rápido do que o Hubble.
  • Volume de cobertura: em seus primeiros cinco anos de operação, o telescópio fotografará mais de 50 vezes a área do céu que o Hubble cobriu ao longo de três décadas de serviços prestados.

Agora, essa história entra em um novo e decisivo capítulo.

Neste domingo (30), às 8h26 (horário de Brasília), o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman foi lançado a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Complexo de Lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, na Flórida – com transmissão ao vivo pelo Olhar Digital.

Apenas um minuto e oito segundos após subir aos céus, o foguete passou pelo chamado Max Q, o ponto crítico em que a velocidade do veículo combinada com a resistência do ar gera a maior pressão mecânica sobre a sua estrutura.

Superada essa etapa, houve o desligamento dos motores dos dois propulsores laterais, que se soltaram do corpo principal aos dois minutos e vinte e sete segundos.

Falcon Heavy decola do ponto de lançamento 39A na Flórida pela 13ª vez! pic.twitter.com/qh63XvOVtV.

Na sequência, os propulsores laterais se soltaram, giraram no ar e acenderam os motores para inverter a trajetória de volta à base, enquanto a estrutura principal seguiu viagem rumo ao espaço.

Side booster separation confirmed pic.twitter.com/SMA6SkK18B.

A separação dos estágios aconteceu aos três minutos e cinquenta e quatro segundos e, logo em seguida, o motor do segundo estágio foi acionado. Aos quatro minutos e quinze segundos, a coifa foi ejetada, deixando o telescópio exposto ao vácuo, já fora da atmosfera da Terra.

Com a carga a caminho da órbita, os propulsores laterais iniciaram a descida. Eles acionaram os motores por dez segundos para desacelerar e suportar o calor da reentrada na atmosfera.

Então, veio a frenagem final, garantindo um pouso vertical suave mais ou menos aos sete minutos e quarenta segundos nas Zonas de Pouso 2 e 40 (LZ-2 e LZ-40), em Cabo Canaveral.

Já na órbita terrestre, o segundo estágio entra em voo de cruzeiro para se alinhar com a trajetória correta, após concluir sua primeira aceleração. Pouco depois, o motor é acionado pela segunda e última vez, dando o impulso final que lança a espaçonave em direção ao espaço profundo.

Após esse empurrão definitivo, o motor é desligado. Pouco mais de meia hora após a decolagem, o observatório Nancy Grace Roman se desacoplou suavemente do foguete, totalmente liberado para dar início à sua missão científica.

A partir daí, ele segue em direção à sua morada no espaço: o Ponto de Lagrange 2 (L2), uma região de estabilidade gravitacional localizada a aproximadamente 1,5 milhão de quilômetros da Terra, o que corresponde a cerca de quatro vezes a distância entre o nosso planeta e a Lua.

A escolha do Ponto L2 oferece vantagens estratégicas e operacionais fundamentais para a astronomia de precisão. Nessa posição, o alinhamento natural entre o Sol, a Terra e o telescópio permite que o escudo térmico da espaçonave bloqueie a radiação e o calor do Sol e da Terra de forma contínua, mantendo os instrumentos ópticos em temperaturas extremamente baixas.

Além disso, o Ponto L2 proporciona uma visão desimpedida do cosmos, permitindo que o observatório aponte seus instrumentos para o espaço profundo sem a interferência constante do disco terrestre.

Telescópio leva nome da “mãe” do Hubble.

Batizado em homenagem à astrônoma Nancy Grace Roman, considerada “mãe” do Telescópio Espacial Hubble, o observatório vai produzir um levantamento amplo do céu, permitindo acompanhar a formação e a transformação de galáxias ao longo da história cósmica.

A grande quantidade de dados também será usada para estudar a matéria escura e a energia escura, dois componentes que continuam entre os principais enigmas da astronomia.

Outra frente importante será a busca por exoplanetas, incluindo mundos que possam apresentar condições interessantes para a existência de vida. Ao combinar essas diferentes linhas de pesquisa, o Roman deverá oferecer novos dados sobre a evolução do Universo e sobre a variedade de sistemas planetários que existem além do nosso.

A missão também terá como foco os exoplanetas. Com técnicas como coronografia e microlente gravitacional, o telescópio poderá encontrar e estudar diferentes tipos de mundos fora do Sistema Solar, ajudando a definir quais deles merecem investigações futuras.

Roman fará mapeamento do Universo sem precedentes.

A escala de mapeamento do Roman não tem precedentes na história da exploração espacial.

A NASA prevê pelo menos cinco anos de operação, período em que o observatório deverá gerar cerca de 20 petabytes de dados. Com isso, o Roman poderá ampliar significativamente o conhecimento sobre o Universo e preparar o caminho para a próxima geração de telescópios espaciais.

Quer saber tudo sobre o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman? Acesse nossa reportagem especial aqui.

Flávia Correia é jornalista do Olhar Digital, cobrindo Ciência e Espaço.

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