Ir para o conteúdo
Inteligência Artificial

AGU dá 72 horas para YouTube agir contra falsos médicos com IA

Governo notifica o YouTube para remover vídeos com falsos médicos criados por inteligência artificial e proteger idosos de golpes.

3 min de leitura
AGU dá 72 horas para YouTube agir contra falsos médicos com IA

A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o YouTube para remover ou sinalizar vídeos que usam inteligência artificial para criar falsos médicos e outros profissionais de saúde.

  • Automedicação: uso de medicamentos sem orientação profissional.
  • Terapias sem eficácia comprovada: adoção de tratamentos que não demonstraram eficácia.
  • Atraso no atendimento: demora para procurar um profissional de saúde.
  • Interrupção de tratamentos: abandono ou substituição de terapias em andamento.
  • Ouvir ou ler uma informação falsa várias vezes pode fazê-la parecer mais verdadeira.
  • Deepfakes em 2026: a era da síntese em tempo real e os novos desafios da desinformação.
  • Fake news científicas viram negócio lucrativo nas plataformas digitais.

A cobrança do governo busca conter a divulgação de promessas de cura e tratamentos sem comprovação científica na internet.

O pedido veio após o Ministério da Saúde identificar 97 perfis desse tipo entre 1º de janeiro e 10 de julho deste ano. Segundo a pasta, os conteúdos podem incentivar a automedicação, atrasar a procura por atendimento profissional e levar à interrupção ou substituição de tratamentos.

Médicos virtuais tentam parecer reais.

Os canais usam avatares com aparência humana que se apresentam como médicos ou especialistas. Com qualificações profissionais fictícias e linguagem alarmista, os personagens tentam transmitir autoridade e dar credibilidade às informações divulgadas.

Parte dos perfis tem como alvo especialmente a população idosa. A suposta autoridade desses personagens também é usada para vender produtos, e-books ou serviços pagos.

O Ministério da Saúde alerta que esse tipo de conteúdo pode levar ao uso de medicamentos e terapias sem eficácia comprovada. Também existe o risco de a pessoa adiar a busca por atendimento profissional ou abandonar um tratamento.

Entre os principais problemas apontados pela pasta estão.

A aparência dos avatares e a forma como eles se apresentam podem dificultar a identificação de informações falsas. Para quem procura orientação sobre saúde na internet, uma figura que aparenta ser especialista pode transmitir uma autoridade que, na realidade, não existe.

A notificação foi enviada na sexta-feira (4). A AGU deu ao YouTube 72 horas para tornar indisponíveis os conteúdos identificados pelo Ministério da Saúde. Dependendo do caso, a plataforma poderá adotar mecanismos de rotulagem e contextualização para informar aos usuários que os personagens são artificiais.

A plataforma também foi instada a analisar outros canais e vídeos apontados no relatório, de acordo com suas regras sobre desinformação em saúde e conteúdo sintético.

A AGU pediu ainda medidas para impedir a disseminação desse tipo de material.

A ação integra uma força-tarefa do governo federal que reúne Ministério da Saúde, AGU e Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Por meio do programa Saúde com Ciência, o ministério monitora redes sociais, checa informações e encaminha denúncias aos órgãos responsáveis.

A orientação da pasta é procurar informações sobre saúde em fontes oficiais e confiáveis e denunciar conteúdos que possam colocar outras pessoas em risco.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Justiça Eleitoral suspende Instagram de Renan Filho por 24 horas
Brasil

Justiça Eleitoral suspende Instagram de Renan Filho por 24 horas

Ex-prefeito de Maceió, JHC é filho da senadora Eudócia Caldas (PL-AL). O vídeo questionado foi publicado em 22 de setembro. A propaganda reuniu imagens e referências a pagamentos, saques em espécie, apreensão de dinheiro

Em Brasil