Mais da metade dos brasileiros (52%) diz estar mais preocupada do que animada com o avanço da inteligência artificial. O percentual está acima da mediana de 37% registrada nos países e territórios pesquisados pelo Pew Research Center.
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Impactos da IA na educação e mercado de trabalho.
A preocupação aparece também quando o assunto é trabalho: 42% dos brasileiros acreditam que a inteligência artificial vai levar a uma redução no número de empregos nos próximos 20 anos.
Apenas 13% esperam que a tecnologia aumente a quantidade de vagas.
A pesquisa ouviu 42. 151 pessoas em 36 países, além de entrevistas realizadas separadamente na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Os dados foram coletados entre fevereiro e maio de 2026.
Brasileiros estão mais preocupados que a média global.
No Brasil, 52% dos entrevistados se dizem mais preocupados do que animados com a inteligência artificial. Outros 33% afirmam estar igualmente preocupados e animados, enquanto 8% estão mais animados do que preocupados.
A mediana global, considerando os países e territórios pesquisados, é de 37% de pessoas mais preocupadas do que animadas.
O Brasil também aparece acima das medianas entre países de diferentes níveis de renda. Entre os países de renda alta, a mediana é de 40%. Nos países de renda média, grupo que inclui o Brasil, é de 31%.
O que os brasileiros esperam do mercado de trabalho.
Quando perguntados sobre os próximos 20 anos, 42% dos brasileiros dizem acreditar que a inteligência artificial vai resultar em menos empregos. Outros 13% esperam um aumento nas vagas, enquanto 34% não sabem ou não têm uma opinião formada.
A percepção de que a IA pode reduzir empregos também aparece na maioria dos países pesquisados. Em 34 dos 37 países e territórios analisados, mais pessoas esperam uma redução do que um aumento no número de vagas.
A diferença entre os países, porém, é grande. Entre os países de renda alta, a mediana é de 55% dos entrevistados que esperam redução dos empregos. Nos países de renda média, a mediana é de 36%.
A preocupação aumentou especialmente entre os brasileiros de 18 a 34 anos.
Em 2025, 32% desse grupo diziam estar mais preocupados do que animado com a inteligência artificial. Em 2026, o percentual chegou a 44%, uma alta de 12 pontos percentuais em um ano.
Entre os jovens de outros países, a percepção também pode ser bastante elevada. Nos Estados Unidos, por exemplo, 74% dos entrevistados de 18 a 34 anos acreditam que a IA levará à redução de empregos.
O percentual é de 69% no Canadá, 66% na França e 63% na Suécia.
Nem todo mundo conhece bem a tecnologia.
Apesar da preocupação, uma parcela significativa dos brasileiros ainda tem pouco contato com informações sobre inteligência artificial.
Segundo a pesquisa, 27% dizem nunca ter ouvido ou lido nada sobre o assunto. Outros 42% afirmam ter ouvido ou lido um pouco, enquanto 31% dizem ter ouvido ou lido muito.
Esse último grupo cresceu em relação ao ano anterior. Em 2025, 22% dos brasileiros afirmavam ter ouvido ou lido muito sobre IA. Em 2026, eram 31%.
A diferença também aparece quando o Brasil é comparado a países de renda alta. Neles, a mediana dos que dizem ter ouvido ou lido muito sobre inteligência artificial é de 50%.
O impacto econômico da inteligência artificial não se limita aos empregos. A pesquisa também perguntou se a tecnologia pode aumentar ou diminuir a desigualdade econômica.
No Brasil, 24% acreditam que a IA vai aumentar a desigualdade nos próximos 20 anos. Para 35%, a tecnologia não terá um impacto significativo nesse aspecto.
Entre os países de renda alta, a mediana dos que esperam aumento da desigualdade é de 35%. Nos países de renda média, é de 22%.
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