A vantagem é do Tricolor, que ganhou o jogo de ida, há uma semana, por 2 a 1, de virada, na Neo Química Arena, também na capital paulista - a TV Brasil exibiu o confronto.
Foi a primeira derrota da equipe feminina do Timão atuando no estádio, após 32 jogos de invencibilidade.
O empate dá o título ao São Paulo. A conquista seria inédita no atual modelo da competição, realizado desde 2013. Em 1997, porém, as Soberanas venceram a primeira edição do chamado "Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino" organizado pela CBF - entidade responsável pela modalidade - e que durou até 2001.
Nomes históricos da seleção como a zagueira Ju Cabral, a volante Formiga, a meia Sissi e a atacante Kátia Cilene faziam parte do elenco.
Aquela geração, que ainda conquistou duas vezes o Campeonato Paulista (1997 e 1999), contava também com uma jovem volante chamada Emily. Hoje conhecida como Emily Lima, ela é, justamente, a treinadora do Corinthians, adversário tricolor.
Para serem campeãs no tempo normal, as Brabas têm de vencer por dois ou mais gols de diferença. As alvinegras alcançaram o saldo necessário em 13 das 22 vitórias da temporada, sendo quatro delas fora de casa.
Se ganharem por um gol e igualarem o placar agregado, a decisão do título será nas penalidades.
É a décima vez seguida que o Corinthians chega à final do Brasileirão Feminino, mas a primeira em que faz o jogo de volta como visitante. Para conquistar o oitavo título, sendo o sétimo seguido, o Timão terá de buscar a virada no confronto.
Em 2017, última ocasião em que se viu em cenário semelhante, a equipe perdeu a ida para o Santos (2 a 0), e não conseguiu reverter a vantagem rival na segunda partida (derrota por 1 a 0).
Esta é a quarta vez que o Majestoso (apelido do clássico entre tricolores e alvinegros) decide um título no futebol feminino desde a retomada dos projetos. A vantagem é do Corinthians, que levou a melhor nas finais paulistas de 2019 e 2021 e do Brasileirão de 2024.
Nesta última, a Neo Química Arena recebeu 44. 529 torcedores, o recorde de público da modalidade em jogos entre clubes no país.
A meta do São Paulo é superar essa marca. Até o começo da tarde de sexta-feira (2), o clube informou que mais de 38 mil ingressos haviam sido vendidos para a decisão.
Se não quebrar o recorde corintiano, o público deve ser, pelo menos, o maior do ano no futebol feminino brasileiro, superando os 21. 828 presentes na partida de ida da final.
Em números
- Até o começo da tarde de sexta-feira (2), o clube informou que mais de 38 mil ingressos haviam sido vendidos para a decisão
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