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Esportes

Rogério Caboclo 'ressuscita' e agita disputa pela presidência do São Paulo

Afastado da chefia da CBF por denúncias de assédio moral e sexual, cartola é apontado como candidato em vídeo vazado

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Esportes — imagem padrão

Marcada para a primeira quinzena de dezembro, a eleição que define o presidente do São Paulo para o triênio de 2027 a 2029 vive sua mais recente reviravolta política.

Na última quarta-feira (5), o vazamento de um vídeo, registrando um encontro político, recolocou em evidência um dos personagens mais controversos da cartolagem recente do país: o ex-presidente da CBF, Rogério Caboclo.

Afastado do cargo máximo da entidade em 2021 e suspenso do futebol por conta de graves denúncias de assédio moral e sexual –embora tenha se livrado das acusações na Justiça comum–, o nome do cartola, conselheiro vitalício do clube, emergiu como o mais novo cotado para encabeçar uma candidatura no pleito.

A gravação que mostra o dirigente ao lado de figuras influentes da política interna do clube –incluindo o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu– chamou a atenção pela presença de apoiadores do atual presidente, Harry Massis, desafeto público de Ayres.

Olten e seu grupo político confirmam seu apoio à candidatura de Rogério Caboclo à presidência do São Paulo. Trata-se de uma posição política legítima, construída a partir de suas convicções e do diálogo com diferentes integrantes do Conselho Deliberativo", divulgou o presidente do Conselho por meio de nota à imprensa.

Procurado pela Folha, ele preferiu não dar entrevistas. O cenário intrigou tanto a situação quanto os blocos de oposição e pode redesenhar o tabuleiro sucessório são-paulino.

O Caboclo filho sempre foi muito ausente do dia a dia do clube, diferente de seu pai [Carlos Caboclo], que foi quem levou o Telê para o São Paulo em 1990 e sempre foi muito influente.

O filho teve um cargo na diretoria financeira na virada do século e, depois, qualquer função foi mais decorativa, pois já fazia carreira na Federação Paulista e na CBF", disse à Folha o publicitário e pesquisador Alexandre Giesbrecht, editor do Anotações Tricolores.

Para Giesbrecht, o surgimento da candidatura se resume ao nascimento de mais um episódio de "sabor artificial de oposição" na história recente do clube, visto que, mesmo durante a gestão Julio Casares, quando já não era mais presidente da CBF, seu histórico recente resumiu-se a faltas não justificadas em votações cruciais ou a votos favoráveis a Casares, investigado por possível gestão temerária e irregularidades no período em que esteve na presidência.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Esporte, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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