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Parque do Itacolomi, em Minas Gerais, une trilha, história e, agora, também pernoite

Subida ao pico exige preparo e entrega vista 360° da região

3 min de leitura
Esportes — imagem padrão

Você é da turma que gosta de acampar ou daqueles que só de se imaginarem numa barraca já saem correndo —para bem longe? Qualquer que seja a resposta, o Parque Estadual do Itacolomi tem boas notícias.

Localizada em Ouro Preto (MG), a unidade foi reaberta em fevereiro deste ano sob concessão da Parquetur, e oferece opções de lazer para todos os perfis.

Para os que formam nas fileiras da primeira turma aí acima, o parque conta com uma área de camping localizada bem perto do início da trilha que leva ao pico do Itacolomi e da área histórica da unidade.

Já para os que não abrem mão de uma cama fofinha, o parque acaba de inaugurar o Chalé Quaresmeira. Com capacidade para até seis pessoas, o espaço tem dois quartos, um com cama de casal, outro com dois beliches.

As opções de hospedagem permitem ao visitante ficar além do horário de funcionamento normal do parque, que é das 8h às 17h de terça a domingo. Sem contar com o diferencial de descansar logo ali, depois de um dia de caminhadas pela unidade, e ver o por do sol ou o amanhecer em uma das paisagens mais ricas do bioma, transição entre a mata atlântica e o cerrado.

Entre os passeios que os 5. 971 hectares do parque oferecem, a principal atração é, sem dúvida, a subida ao topo do pico do Itacolomi. Com altitude de 1. 772 metros acima do nível do mar, a caminhada de 6 a 14 quilômetros (contando ida e volta e a depender do ponto do parque de onde a pessoa começa a caminhar) exige algum preparo físico, por ser classificada como moderada a difícil.

Mas vale testar o fôlego só para ver o horizonte lá de cima. Fica a dica.

Para quem prefere não se arriscar pirambeiras acima, vale visitar a Casa Bandeirista, na antiga fazenda São José do Manso, uma estrutura do início do século 18.

E o Museu do Chá, que remete à produção original da região.

Além disso, já na entrada, está o Centro de Visitantes, com exposições permanentes sobre fauna, flora, geologia e história regional.

Embora o parque não tenha restaurantes instalados, é possível comprar vinhos, cervejas, refrigerantes, sucos, água e alguns petiscos. Mas é bom levar seu próprio estoque de lanches e alimentos daqueles tradicionais que não faltam na mochila dos trilheiros raiz.

Não, eu não vou falar de miojo ou salaminhos, combinados.

O acesso à trilha que leva ao pico, vale lembrar, só pode ser feito até as 11h30. Isso para garantir que o visitante esteja de volta, por mais lerdo que seja, antes do anoitecer.

Mesmo assim, não custa incluir na mochilinha de ataque o kit básico com água, lanterna de cabeça, (muito) protetor solar e carregador portátil para o celular, além do casaquinho e do lanchinho para repor energias.

Ah, claro, e um apito —o item cuja bateria nunca acaba.

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