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Esportes Revisado por ULTRA AI

Memphis, nos braços do povo

Pressão da torcida funciona para renovação de atacante holandês

3 min de leitura
Esportes — imagem padrão

A reviravolta que resultou na permanência de Memphis no Corinthians é bastante surpreendente. Mais pelo lado do jogador, que teria toda razão de se sentir desrespeitado pela diretoria, mas que aceitou baixar ainda mais suas pretensões financeiras para ficar no clube.

Do lado de Osmar Stabile não chega a surpreender a mudança de rota. O presidente parecia inclinado a abrir mão do holandês por pressão de conselheiros, mas decidiu reabrir negociações, provavelmente por pressão popular.

O torcedor corintiano sai de peito estufado desta história. Primeiro porque vai contar com um grande jogador por mais dois anos. E segundo porque impediu, na marra, que a direção tomasse uma má decisão.

O barulho nas redes sociais fez com que a decisão política do presidente saísse pela culatra.

Minha conclusão prática é que trata-se de um salário muito alto para um clube com tantos problemas financeiros —e que só vale a pena porque a outra opção é ainda pior.

A partir daqui, vale observar como cada personagem vai se comportar. Osmar Stabile parece condenado por todos. Existe uma divisão entre o Corinthians dos escritórios e o clube do campo e da arquibancada.

Não há feeling entre o presidente e o camisa 10. E o torcedor tem pelo menos três protestos organizados até o final da semana.

Do outro lado está Memphis. Por enquanto, nos braços do povo. Carente de ídolos nos últimos anos, o torcedor do Corinthians viu desembarcar em São Paulo um jogador de Manchester United, Barcelona e Atlético de Madrid, que ajudou a salvar a equipe do rebaixamento, ganhar um Campeonato Paulista, uma Copa do Brasil e depois uma Supercopa.

Com uma qualidade muito acima da média do futebol nacional, Memphis poderia sobrar no Brasil, mas sua capacidade de passar na ponta dos pés vários jogos é a mesma de decidir em vários momentos importantes.

Em seu primeiro contrato, me parecia sempre apto para defender a seleção holandesa, enquanto constantemente tinha problemas físicos ao regressar ao Corinthians.

No ano passado, torcedores e imprensa diziam que o Timão "escolhe jogos" e era uma equipe muito mais mobilizada em clássicos e confrontos decisivos do que nas partidas rotineiras da temporada.

E Memphis é o grande ícone deste time de momentos. Sua passagem por grandes clubes europeus sempre mostrou um jogador tecnicamente brilhante, mas de pouco esforço e regularidade.

O problema é que o Corinthians precisa mais da rotina do que brilho esporádico. Este time não está pronto para vencer a maioria dos jogos sem muito esforço, para nos momentos mais importantes mostrar sua melhor versão.

O clube precisa de alguém que esteja motivado e pronto todos os domingos. Sem a Copa do Mundo para se preparar e se poupar, Memphis agora só tem o Corinthians. E deverá estar pronto sempre, não só de vez em quando.

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Fontes

Informação baseada em material público de Folha Esporte, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Esportelink

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