No início da semana, os clubes da primeira e segunda divisão do futebol brasileiro manifestaram-se majoritariamente a favor da redução do número de jogadores estrangeiros no país.
O problema identificado pela CBF é o de que os gringos estão ocupando o espaço dos atletas nacionais, prejudicando assim o desenvolvimento de nossos jogadores. A medida, a meu ver, reconhece o problema, mas ataca o efeito colateral.
Esperar que a redução de jogadores oriundos de outros países resolva o problema da nossa base é usar um remédio contra uma doença para combater outra.
O estudo apresentado pela CBF mostra que os jogadores brasileiros sub-23 disputavam 28% dos minutos em 2020 e esse número caiu para 11% em 2026, enquanto a participação estrangeira subiu de 7,8% para 25% no mesmo período.
A confederação também mostrou que, entre 2016 e 2025, 50% da receita dos clubes com venda de jogadores vinha da negociação de atletas até 20 anos e que utilizar mais jovens irá gerar mais receita para os clubes.
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