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Gabi defende presença de Tifanny na Superliga e critica postura da CBV: “Falta de humanidade”

Antes do Pré-Olímpico, capitã da seleção brasileira presta apoio à oposta do Osasco, banida de competições nacionais por nova regra de elegibilidade de atletas

4 min de leitura
Gabi defende presença de Tifanny na Superliga e critica postura da CBV: “Falta de humanidade”

Na reta final da recuperação de um problema na região lombar, que a deixou fora da Liga das Nações (VNL) de 2026, Gabi Guimarães está focada nos treinos para o Pré-Olímpico Feminino, torneio com início marcado para esta terça-feira (8), no Maracanãzinho.

  • Ponteiras/Opostas: Ana Cristina, Helena e Rosamaria.
  • 12h – Brasil x Argentina – TV Globo, ge tv e sportv2.
  • JornalismoQuaest, 1º turno: Lula, 36%; Flávio Bolsonaro, 29%; Cury, 8%; Renan, 3%; Caiado, 3%; Zema, 2%Pesquisa Eleitoral · g1.

Mas a capitã da seleção também se mostra atenta a assuntos que extrapolam os limites das quadras. Em entrevista ao ge, depois de treino aberto do Brasil na segunda (7), a ponteira de 32 anos prestou apoio a Tifanny, oposta do Osasco, e criticou a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) pela decisão de banir atletas trans de competições nacionais.

Fiquei muito triste por ver a falta de humanidade em como a Tifanny foi tratada. Ela era uma atleta elegível pela própria Confederação Brasileira, podia jogar, participar da Superliga já há oito, nove anos.

Construiu uma carreira, uma história, e eu acho que pouco pensaram nela como ser humano. O comunicado (do banimento) veio numa sexta-feira. Na quinta, ela estava treinando com o Osasco e aí de repente não pode mais atuar na Superliga.

A CBV disse que seguia critérios do COI, mas não era obrigada a fazer nesse momento. Poderia ser num “timing” diferente, pensando principalmente em como impactaria a carreira e a vida da Tifanny – disse Gabi.

Gabi já tinha se manifestado sobre o caso Tifanny em agosto; confira+ Técnico do Osasco destaca surpresa com política da CBV que bane trans: "Não é justo"+ Veja pronunciamento de Tifanny sobre banimento de mulheres trans.

A decisão da CBV de proibir a participação de atletas trans foi oficializada no dia 14 de agosto, cerca de dois meses antes do início da Superliga Feminina, em um momento no qual a maioria dos elencos dos clubes já estavam montados.

Desde o anúncio, Tifanny tem recebido o apoio de jogadoras e outras pessoas envolvidas com o vôlei. O Osasco, clube da oposta de 41 anos, consulta órgãos nacionais e internacionais sobre a possibilidade de reverter o banimento.

Gabi espera que Tifanny seja liberada para disputar a Superliga de 2026/2027.

Tive a oportunidade de conversar com ela, e uma das coisas que a Tifanny passou foi que só queria ter a oportunidade de terminar a temporada com dignidade, porque já estava pensando na aposentadoria.

Acho que ela merece jogar esta Superliga e depois ter a oportunidade de se aposentar dignamente. Fico muito triste por não a terem tratado de forma mais humana, porque é uma jogadora que contribuiu para o vôlei brasileiro.

Veja a tabela completa do Pré-Olímpico Feminino de vôlei + Entenda como volta de Gabi pode mudar a seleção feminina de vôlei para o Pré-Olímpico+ Pré-Olímpico no Maracanãzinho definirá última vaga continental no vôlei feminino; veja classificados.

Em agosto, a Confederação Brasileira de Voleibol anunciou que adotaria, em suas competições nacionais de quadra e praia, a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a elegibilidade de atletas na categoria feminina.

Pela nova regra, as jogadoras devem apresentar teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino.

Uma das exceções previstas no documento divulgado pela CBV é se a atleta demostrar, por avaliação especializada, ter alguma condição rara que provoque efeitos anabólicos e alterações no desempenho decorrentes da testosterona.

Segundo a CBV, os novos critérios passam a valer para todas as atletas a partir das Superligas A e B da temporada 2026/27, além da Supercopa 2026, da Copa Brasil 2027, do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e do CBVP Challenger 2027.

A recusa em realizar a triagem não será considerada uma infração disciplinar, mas a atleta que não comprovar a elegibilidade ficará impedida de disputar as competições.

Na prática, a mudança de postura da CBV impacta mulheres trans, especialmente Tifanny, primeira atleta transgênero na elite do vôlei no Brasil. A oposta de Osasco está liberada para jogar o Campeonato Paulista – um torneio regional –, mas não poderá disputar, por exemplo, a Superliga, que tem caráter nacional.

Calendário do Brasil no Pré-Olímpico Feminino.

Depois, o Brasil, enfrentará Peru, Colômbia, Chile e Argentina, nessa ordem. O Sul-Americano é disputado em fase única, sem mata-mata, e o título ficará com a seleção de melhor campanha.

A equipe brasileira se sagrou campeã das últimas 15 edições do torneio.

Veja todas as jogadoras convocadas para o Pré-Olímpico.

Confira os jogos do Brasil no Pré-Olímpico.

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