O fato dos campeonatos de fisiculturismo serem julgados com base única e exclusivamente na interpretação dos árbitros já fez com que, em diversas oportunidades, fosse levantado o debate sobre a modalidade ser, de fato, um esporte.
Para parte do público, as competições são concursos. Para o cantor e influenciador digital Leonardo Schulz Cardoso, mais conhecido como Leo Stronda, trata-se de uma arte.
Para mim, o fisiculturismo é uma arte. Você se dedica durante tanto tempo a esculpir seu corpo. Se eu sei o quanto me dediquei para chegar até aqui, imagina o quanto essas pessoas se dedicam para chegar onde estão", relata o artista em entrevista à coluna.
Em meados da década passada, ele foi um dos primeiros influenciadores do "fitness" a atingir projeção nacional –sua trajetória na música com o Bonde da Stronda já era conhecida, mas foi a produção desse tipo de conteúdo que o destacou na mídia.
Durante a conversa, Stronda alega que a paixão pela modalidade foi o que o levou a começar a produzir conteúdos sobre o tema: "Quando comecei com a Fábrica de Monstros, minha intenção era realmente trazer meu entusiasmo e meu amor pelo esporte.
Eu queria que o fisiculturismo fosse mais difundido e divulgado. Quando fazia o Convidado Monstro —que era mais ou menos o que a gente faz aqui hoje: eu apresentava e entrevistava fisiculturistas que, na época, não eram famosos, mas eram bons atletas— , eu tratava meus convidados como se eles fossem artistas num programa de TV.
Não porque eu queria que as pessoas os vissem como artistas, mas porque eu os considerava artistas (...) Eu queria mostrar isso para o mundo.
Perguntado sobre o início de sua trajetória no fisiculturismo, ainda como apenas um fã, o produtor de conteúdo lembra de como era o meio há pouco mais de 10 anos: "Na época em que comecei a divulgar o fisiculturismo, não existiam artistas ou influenciadores envolvidos com esse tipo de esporte.
O termo 'influenciador' nem existia naquela época. Quando entrei na Integralmedica e comecei a fazer esse movimento no fitness, o próprio contrato era uma novidade.
Eles me falaram: 'A gente nunca contratou um artista'. E eu também nunca tinha sido contratado por uma marca de suplementos. Isso não era normal naquela época. Os contratados das marcas de suplementos eram atletas campeões —nem contratavam amadores, eram só os campeões que tinham esse tipo de patrocínio.
Então, fui o primeiro artista, ou melhor, 'influenciador fitness', do Brasil nesse meio.
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